RD Saúde transforma farmácias em hubs de cuidado e amplia aposta em saúde integral
Ir a uma farmácia já não é só sinônimo de buscar um medicamento. Na RD Saúde, dona das redes Raia e Drogasil, serviços como vacinação, exames clínicos, testagens e telefarmácia ganharam peso crescente na operação, resultado de uma aposta para ampliar o acesso à saúde integral e aproximar crescimento, impacto social e eficiência operacional.
A meta é chegar a 3 milhões de clientes vinculados aos serviços de saúde da rede até 2030, incluindo cuidados de atenção primária. Desde 2021, o plano ESG da empresa está organizado em três pilares: pessoas, negócios e planeta saudáveis, com compromissos ligados a saúde, desenvolvimento profissional, diversidade, circularidade e redução de emissões.
Entre esses compromissos estão o investimento anual de pelo menos 1% do lucro líquido em projetos de saúde integral até 2030 e a meta de alcançar 3 milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade social. A companhia também quer facilitar, por meio de incentivos, o acesso de seus profissionais à formação em cursos de saúde.
“Quando o ESG está integrado às decisões da companhia, o impacto aparece nos resultados, nas pessoas e na sociedade”, afirma Giuliana Ortega, diretora de Sustentabilidade da rede.
Essa integração tem arquitetura própria. Os investimentos ESG são definidos a partir de uma matriz de dupla materialidade construída com colaboradores, clientes, fornecedores, investidores e organizações sociais. As metas socioambientais estão conectadas à remuneração variável dos executivos, e o Conselho de Administração acompanha os resultados sob a ótica de risco e geração de valor.
Nos últimos meses, a empresa acelerou ações ligadas à cadeia de fornecedores, ao automatizar o processo de avaliação de risco, reduzindo de dias para segundos o tempo necessário para identificar riscos financeiros e operacionais antes concentrados em análises manuais.
No campo ambiental, os objetivos incluem zerar o uso de aterros sanitários nas operações, utilizar pelo menos 40% de material reciclado nas embalagens de marcas próprias, atingir 100% da operação abastecida por energia renovável e engajar os fornecedores responsáveis pelas maiores emissões da cadeia a adotar metas climáticas até 2030. A eletrificação da frota também faz parte do plano.
Para 2026, a companhia espera aprofundar essa integração com expansão dos serviços farmacêuticos, reforço da pauta de saúde mental entre colaboradores e avanços na gestão de emissões e economia circular. “Esse reconhecimento reflete uma escolha que fizemos há alguns anos: tratar a sustentabilidade como parte da estratégia do negócio”, afirma Ortega.
DESTAQUES DO SETOR
Desde 2021, o varejista Magazine Luiza usa seu alcance para acelerar a logística reversa de eletroeletrônicos, encerrando 2025 com 1.246 pontos de descarte instalados em 20 estados brasileiros. Só no ano passado, o sistema recolheu 140 toneladas de equipamentos. Em paralelo, o Magalu acelerou projetos para reduzir o consumo de plástico no envio de pedidos, substituindo-o por insumos de papel, mudança que evitou o uso de cerca de 20 toneladas do material.
“Usamos nosso propósito, ‘levar ao acesso de muitos o que ainda é privilégio de poucos’, na nossa estratégia ESG”, afirma Ana Luiza Herzog, diretora de reputação e sustentabilidade da companhia. Esse princípio orienta também o combate à violência contra a mulher: desde 2020, o botão de ajuda disponível no aplicativo da rede já encaminhou mais de 800 casos para acolhimento psicológico e jurídico em parceria com a ONG Justiceiras.
Mercado Livre
Hoje, mais de 9,5 milhões de empreendedores e PMEs operam dentro do ecossistema do Mercado Livre. Democratizar o comércio e os serviços financeiros é uma das prioridades do grupo: 60% dos usuários de crédito do Mercado Pago tiveram ali seu primeiro acesso a financiamento, em uma região marcada por desigualdades socioeconômicas. Na operação, o principal impacto ambiental é a logística.
A empresa conta com mais de 17.500 veículos de baixa emissão, responsáveis por mais de 218 milhões de entregas em 2,2 milhões de rotas. A plataforma também atingiu 51% de consumo de energia renovável na América Latina — índice que chega a 79% no Brasil — e manteve a recuperação de recicláveis acima de 80%. Para Laura Motta, gerente sênior de Sustentabilidade, o desafio é fazer o modelo de negócio trabalhar a favor da transformação social. “Crescer só faz sentido quando mais pessoas crescem conosco”, afirma.
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