Reino Unido aprova uso de bases britânicas pelos EUA para atacar instalações do Irã em Ormuz

Por Mateus Omena 22 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Reino Unido aprova uso de bases britânicas pelos EUA para atacar instalações do Irã em Ormuz

O governo do Reino Unido autorizou nesta sexta-feira, 20, que os Estados Unidos utilizem bases militares britânicas para operações contra estruturas de mísseis iranianos, diante do cenário de ataques a navios no Estreito de Ormuz.

A decisão ocorre após reuniões de ministros britânicos sobre o conflito com o Irã e os impactos do bloqueio na rota estratégica de petróleo.

De acordo com comunicado de Downing Street, sede do governo britânico, a autorização contempla ações no âmbito da autodefesa coletiva.

"Eles confirmaram que o acordo para os EUA utilizarem bases no Reino Unido na autodefesa coletiva da região inclui operações defensivas americanas para degradar as instalações e capacidades de mísseis que estão sendo usadas para atacar navios no Estreito de Ormuz", informou o governo.

Nova postura do primeiro-ministro britânico

A medida representa uma mudança na posição do primeiro-ministro Keir Starmer. Inicialmente, o governo britânico havia rejeitado o pedido dos Estados Unidos para uso das bases, sob o argumento de necessidade de respaldo legal para qualquer ação militar.

Ao longo da semana, Starmer afirmou que o Reino Unido não participaria diretamente de uma guerra relacionada ao Irã. O posicionamento foi revisto após ataques iranianos contra aliados britânicos no Oriente Médio, informou a Agência Reuters. Com isso, foi autorizada a utilização de bases como a RAF Fairford e Diego Garcia, instalação conjunta entre Reino Unido e Estados Unidos no Oceano Índico.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez críticas públicas ao governo britânico desde o início do conflito, ao cobrar maior alinhamento. Na segunda-feira, o presidente afirmou que havia "alguns países que me decepcionaram muito", citando o Reino Unido, que classificou como "a Rolls-Royce dos aliados".

A nota oficial divulgada por Downing Street também defendeu a redução das tensões no conflito. O governo britânico pediu "uma desescalada urgente e uma resolução rápida para a guerra".

Críticas dos britânicos à guerra

Levantamentos de opinião no Reino Unido indicam resistência da população à escalada militar. Pesquisa da YouGov aponta que 59% dos entrevistados se opõem aos ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel.

Os dados refletem o cenário doméstico enfrentado pelo governo britânico, que equilibra a cooperação militar com aliados e a pressão interna por contenção do conflito.

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