Rendimento médio do brasileiro chega a R$ 3.367, maior valor da história
O rendimento médio do cidadão brasileiro foi de R$ 3.367 em 2025, o máximo da série histórica, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgada nesta sexta-feira, 7, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Esse dado considera a renda média de todos os trabalhos e de outras fontes, como aposentadoria, aluguel, pensões e auxílios do governo.
O valor ficou 5,4% acima do registrado em 2024, cresceu 8,6% desde 2019, ano que precedeu a pandemia, e registra três anos consecutivos de crescimento. Desde 2012, o ano inicial da série, o rendimento médio cresceu 12,8%.
O número absoluto de pessoas que possuíam algum tipo de rendimento também cresceu. Do total de residentes no Brasil em 2025, 212,7 milhões, 67,2% possuíam algum tipo de rendimento, o equivalente a 143,0 milhões, frente a 66,3% em 2024 e 61,4% em 2019.
Destes cidadãos, a parcela daqueles que receberam rendimento proveniente de trabalho cresceu 0,7 ponto percentual (p.p.), atingindo o máximo da série histórica com 47,8%.
Segundo o IBGE, a tendência de aumento da população com rendimento oriundo do trabalho, observada desde 2021, manteve-se em 2025.
Brasil tem 29 milhões de aposentados e pensionistas
A parcela da população recebendo rendimento de outras fontes que não um trabalho também apresentou um pequeno crescimento, de 0,6 ponto percentual em relação a 2024.
Os aposentados e pensionistas representaram 13,8% da população em 2025, ou 29,3 milhões de pessoas. Os beneficiados por programas sociais do governo representaram 9,1%, equivalente a 19,4 milhões de pessoas.
De acordo com o IBGE, a proporção da população aposentada ou pensionista vem apresentando uma lenta progressão ao longo da série histórica.
Em 2012, esse percentual era de 11,7%, evoluindo para 13,1% em 2019, até alcançar o maior índice já registrado em 2026.
Entre 2024 e 2025, a proporção da população recebendo rendimento de programas sociais do governo ficou próxima da estabilidade, mantendo-se em nível superior ao registrado no período pré-pandemia.
No mesmo intervalo, a maior variação registrada foi na categoria “outros rendimentos”, que aumentou de 1,5% para 1,9% da população.
O efeito conjunto dessas variações, ainda que consideradas pequenas, contribuiu para a variação de 0,9 p.p. no tamanho da população com algum tipo de rendimento, seja ou não proveniente do trabalho.
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