Retorno do MotoGP ao Brasil acelera negócios em Goiânia
*Théo Mariano de Almeida, de Goiânia
O retorno do MotoGP Estrella Galícia 0,0 ao Grande Prêmio Brasil, após 22 anos, atraiu milhares de fãs que acompanham, neste domingo (22), a edição do GP no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia.
Em meio aos zunidos das motos que cruzam a pista a mais de 350 quilômetros por hora, a organização do MotoGP mantém um espaço estratégico para negócios. O MotoGP VIP Village, a área de hospitalidade do evento, traz nesta edição mais de 100 marcas representadas.
A solução empresarial oferece um modelo de exposição para empresas, com espaço exclusivo, dispondo de localização com visão privilegiada da pista de corrida, alta gastronomia e o entretenimento do fim de semana de disputas da principal categoria de motovelocidade do mundo.
Segundo a organização do MotoGP, o objetivo do VIP Village é atender às marcas como plataforma de relacionamento com clientes e stakeholders. Além das empresas que ocupam a área de hospitalidade, o Grande Prêmio Brasil traz patrocínios, apoios e ativações de outras 16 marcas principais. Dentre elas, Estrella Galícia 0,0, Honda — líder do mercado brasileiro de motocicletas e equipe do piloto brasileiro Diogo Moreira —, Red Bull e Unimed.
Turismo lotou hoteis da Grande Goiânia
Capital do Estado de Goiás, Goiânia foi a primeira cidade brasileira a receber uma prova do MotoGP, em setembro de 1987. A etapa brasileira também foi sediada em São Paulo e Rio de Janeiro, entre a década de 90 até 2004. Depois de 22 anos sem esquentar o asfalto das pistas brasileiras, a competição voltou com força e arrastou uma multidão para Goiânia. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Goiás (ABIH-GO), todos os mais de 100 mil leitos da Grande Goiânia foram ocupados.
“Além de movimentar a rede hoteleira, a realização de um evento desse porte fortalece a imagem do destino (Goiânia), gera emprego, aquece o comércio e amplia a visibilidade da capital em âmbito nacional e internacional”, disse o presidente da ABIH-GO, Charleston Pimentel, em entrevista à EXAME.
Sprint do GPMoto no Autódromo Internacional da Goiânia: Marc Marquez, da Espanha, corre pela Lenovo Ducati ( Gold & Goose Photography /Getty Images)
Para o ano seguinte, o CEO da MotoGP Brasil planeja um aumento de 10% na quantidade de ingressos disponibilizados para a etapa em Goiânia. Contudo, o desafio de acomodar novos turistas pode ser um desafio. Ainda assim, o presidente da ABIH-GO afirmou que há investidores interessados no mercado hoteleiro goianiense. A etapa em Goiânia está firmada até 2030.
A fã de motovelocidade Lana Junqueira Neumeyer, que mora nos Estados Unidos e tem família em Goiânia, retornou ao Brasil para acompanhar a etapa. “No ano passado, eu estava acompanhando a etapa de Barcelona quando anunciaram que em 2026 haveria corrida no Brasil. Quando soube que era em Goiânia, fiquei muito feliz”, contou à EXAME.
Para a goianiense, a etapa brasileira supera em organização o GP da Catalunha de 2025. “A organização é superior, o transporte está funcionando bem, com alguns desafios na hora de ir embora, pelo tumulto de pessoas, mas está sendo uma ótima experiência.”
Grande Prêmio do Brasil
Neste ano, a MotoGP trouxe 11 equipes e 22 pilotos para disputarem a pista do Autódromo Internacional Ayrton Senna. O trajeto foi elogiado por pilotos da categoria. O brasileiro Diogo Moreira relembrou de quando correu pela primeira vez no trajeto. “A pista é muito legal. Eu corri aqui quando era criança, há alguns anos. Conheço muito bem esta pista. Para mim, é um sonho correr aqui pela MotoGP.”
Os troféus que serão entregues nos pódios da MotoGP, Moto2 e Moto3 foram desenvolvidos pelo estúdio de customização Custom Lab, com design de Allan Alves. O conceito estético da premiação foi inspirado na coruja-buraqueira, uma espécie de ave do cerrado.
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