Robôs no campo: essas são as tarefas que já podem ser realizadas sem humanos
Robôs agrícolas, tratores autônomos e sistemas inteligentes de pulverização já fazem parte da rotina de fazendas no Brasil e no mundo. No campo, a automação de determinadas tarefas, como plantio, colheita e monitoramento, avança conforme a necessidade de melhorar a produtividade.
Um estudo da empresa de educação Pearson realizado em 2025 mostrou que 32% dos empregos no Brasil estão sob risco devido ao avanço dos processos de automação.
Segundo o levantamento "Lost in Transition Brasil", os trabalhadores do setor agrícola estão entre os mais ameaçados.
Como a automação chegou ao campo?
A mecanização agrícola começou com o uso dos tratores no século XX, mas a integração de sensores, inteligência artificial e internet das coisas (IoT) acelerou a transformação nos últimos anos.
O Observatório de Patentes e Tecnologia da Organização Europeia de Patentes (OEP) menciona que as tecnologias digitais são utilizadas para atender ao aumento da demanda no campo de forma sustentável.
Para o presidente do observatório, António Campinos, a agricultura digital avança de forma sem precedentes.
Ao alinhar pesquisa e tecnologias às necessidades do mundo real e fortalecer a cooperação global, apoiados por um sistema de patentes sólido e por plataformas abertas de conhecimento, podemos construir sistemas alimentares resilientes e justos.
A OEP aponta em um estudo que os depósitos de patentes em agricultura digital registraram um crescimento médio de 9,4% ao ano. O volume é três vezes maior que a taxa média de expansão em todas as tecnologias.
Tarefas automatizadas na agricultura
Entre as tarefas já automatizadas por tecnologias no campo estão:
O que ainda é difícil automatizar na produção agrícola?
Apesar dos avanços, nem todas as etapas da produção agrícola são totalmente automatizáveis. Culturas que exigem colheita manual delicada, como algumas frutas e hortaliças, ainda dependem de mão de obra humana.
Atividades que envolvem julgamento contextual complexo, adaptação a condições climáticas imprevistas ou manejo de rebanhos em ambientes variados também apresentam desafios técnicos.
Da mesma forma que acontece com as operações tecnológicas em outras áreas de trabalho, no contexto agrícola a supervisão humana também é necessária em alguns casos.
Quanto custa implementar robôs em uma fazenda hoje?
O investimento em automação varia conforme o porte da propriedade e o nível tecnológico adotado.
Além da aquisição dos equipamentos, há custos com manutenção, softwares, conectividade e treinamento de equipe.
O retorno do investimento pode ser maximizado com análises técnicas antes da compra e instalação e foco em soluções que são realmente úteis para o cultivo e a região em questão.
Em propriedades de grande porte, a automação tende a apresentar viabilidade econômica mais rápida, enquanto pequenos produtores podem adotar soluções graduais.
O que esperar da automação agrícola nos próximos anos
A tendência é de expansão da robotização, com integração crescente entre inteligência artificial, análise de dados e máquinas autônomas.
Espera-se também maior uso de robôs colaborativos, sensores mais precisos e sistemas capazes de operar coordenadamente em grandes áreas.
Embora a substituição total da mão de obra humana ainda não seja uma realidade ampla, a automação no campo já redefine processos produtivos e deve ganhar espaço nos próximos anos, especialmente em culturas de larga escala.
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