'Robotáxis' chineses têm parada súbita nas ruas de Wuhan

Por Da redação, com agências 1 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
'Robotáxis' chineses têm parada súbita nas ruas de Wuhan

Vários táxis de condução autônoma ("robotáxis") da empresa de tecnologia Baidu, conhecida como o "Google chinês", pararam de repente durante a noite desta terça-feira, 31, nas ruas da cidade de Wuhan, provocando inúmeras chamadas à polícia, embora sem registrar acidentes ou feridos.

Segundo informou nesta quarta-feira,  a Polícia de Trânsito da cidade, em sua conta oficial na rede social Weibo — semelhante ao X, antigo Twitter, que é bloqueado na China —, seu centro de emergências começou a receber chamadas sobre a situação pouco antes das 21h de ontem (horário local, 10h de Brasília).

"Múltiplos veículos da Apollo Go (provedora de serviços de robotáxi da Baidu) ficaram parados no meio da estrada e não conseguiam se mover", explica o comunicado.

De acordo com as investigações preliminares, o problema foi causado por um "erro de sistema", e os passageiros que estavam nos veículos conseguiram sair em segurança. As autoridades chinesas ou a Baidu ainda não ofereceram, até o momento, números exatos sobre quantos "robotáxis" foram afetados.

Apollo Go em expansão

A Apollo Go é a principal provedora de "robotáxis" da China, com centenas de veículos em mais de dez cidades, e em agosto do ano passado anunciou um acordo com a principal rival da Uber nos EUA, a Lyft, para lançar seus serviços na Europa este ano, começando pelo Reino Unido e pela Alemanha.

Um mês antes, a Baidu já havia se associado à própria Uber para oferecer seus táxis autônomos no restante da Ásia e no Oriente Médio.

A empresa, também conhecida por operar um popular buscador na China — país que proíbe o acesso ao Google —, continua expandindo os testes da Apollo Go para cada vez mais cidades, com o objetivo de chegar a cem localidades até 2030.

Segundo as previsões da Baidu, o valor do mercado de "robotáxis" no país asiático pode ultrapassar 1,3 trilhão de yuans (cerca de R$ 980 bilhões) nos próximos anos.

Em dezembro, a Waymo - de propriedade da Alphabet, controladora do Google - sofreu um incidente semelhante em São Francisco, nos Estados Unidos, com seus veículos autônomos ficando detidos porque os semáforos haviam parado de funcionar após um incêndio que deixou boa parte da cidade sem eletricidade.

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