Santander vê Petrobras 'nadando' em caixa e pagando dividendos extras

Por Mitchel Diniz 21 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Santander vê Petrobras 'nadando' em caixa e pagando dividendos extras

O banco Santander elevou sua recomendação para as ações da Petrobras de neutra para outperform (equivalente a uma indicação de compra) e aumentou o preço-alvo dos papéis de R$35 para R$60, um potencial de valorização de 21% em relação à cotação de R$49,68 registrada no dia do relatório.

Caixa mais robusto do que o mercado espera

A principal justificativa é a expectativa de geração de caixa mais robusta do que o mercado antecipa.

Com o petróleo tipo Brent projetado a US$88 por barril em 2026 (patamar bem acima dos US$63 assumidos no plano estratégico atual da companhia), o banco estima que a Petrobras entregará um retorno de fluxo de caixa livre de cerca de 12% e pagará dividendos equivalentes a aproximadamente 9,5% do valor das ações ao longo do ano.

Produção acima da meta impulsiona o otimismo

Parte desse otimismo vem do lado operacional. A produção de petróleo no primeiro trimestre de 2026 atingiu 2,58 milhões de barris por dia, colocando a empresa no caminho para superar sua própria meta anual de 2,5 milhões de barris.

Em abril, a produção chegou a 2,73 milhões de barris diários, impulsionada pela entrada antecipada de novas plataformas.

2027 pode ser ainda melhor

Para 2027, o cenário projetado pelo Santander é ainda mais favorável. Assumindo o Brent a US$80 por barril, o banco estima retorno de fluxo de caixa livre de 15% e dividend yield (proporção dos dividendos pagos em relação ao preço da ação) total de 12%, sendo 11% em dividendos ordinários e 1% em dividendos extraordinários.

O banco estima que a empresa poderia distribuir até US$2 bilhões em dividendos extras em 2027 e US$5 bilhões em 2028, a depender do comportamento dos preços do petróleo e das decisões de alocação de capital da companhia.

Em 2026, prioridade é reduzir dívida

Para 2026, no entanto, o Santander não espera distribuições extraordinárias. A prioridade da Petrobras, segundo o banco, será reduzir sua dívida bruta até a meta de US$65 bilhões até o final do ano.

A discussão sobre dividendos extras deve voltar à tona com a divulgação do novo Plano Estratégico 2027-31.

Aquisições e queda do petróleo são os principais riscos

Os principais riscos apontados pelo banco incluem eventuais aquisições que possam consumir caixa (a Petrobras tem sinalizado interesse na compra de ativos de etanol de milho), queda no preço do petróleo e mudanças na política de dividendos da companhia.

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