Seis em cada 10 brasileiros pretendem apostar em bets durante a Copa
Falta exato um mês para o início da Copa do Mundo 2026. No dia 11 de junho, o Estádio Azteca, na Cidade do México, recebe a abertura do torneio – e os brasileiros estão animados com a possibilidade de ser hexacampeão. No meio dessa empolgação, o impulso pode falar mais alto e é preciso muito cuidado para a vida financeira não complicar.
Os números fazem esse alerta: seis em cada 10 brasileiros consideram apostar em bets durante a Copa do Mundo. Quando observado os jovens de 18 a 24 anos, que não viram o Brasil ganhar, esse percentual sobre para 70%, é o que mostra a pesquisa ‘Placar das Finanças’ da Creditas em parceria com a Opinion Box.
E apostar serve para que? Para parte dos potencias apostadores, bet deixa de ser “entretenimento”: um em cada três afirmam que apostar durante a Copa é forma de aumentar o orçamento.
“É muito perigoso esse caminho de olhar a bet como uma estratégia para conseguir ter uma renda maior”, afirma Guilherme Casagrande, educador financeiro da Creditas, citando que o Brasil em 2024 foi o país que mais gastou dinheiro com apostas.
Segundo ele, estima-se que há, atualmente, 25 milhões de CPFs que fizeram algum tipo de aposta. Cada CPF tem pelo menos quatro contas abertas, ou seja, são mais de 100 milhões de apostas acontecendo.
Qual a relação entre apostar e Copa?
Outro dado também traz esse olhar: 31% querem cobrir gastos da própria Copa com o lucro das apostas, enquanto 15% desejam pagar dívidas.
“Eles pensam que, no fundo, não gastaram nada com a Copa, porque o lucro ajudou a cobrir os gastos. Mas na prática, não é assim e pode ajudar a comprometer a organização financeira das pessoas”, afirma Felipe Schepers, COO Opinion Box.
Mas há quem veja como diversão (54%).
Quando bets passam a ser percebidas como alternativa de renda, os endividados são os que mais aderem – 79% dos endividados pretendem apostar versus 48% dos não endividados. Ou seja, endividados têm 1,6 vezes mais probabilidade de apostar.
Também são os que nunca viram o Brasil campeão e os já endividados que mais associam bets a ganho financeiro rápido: 48% dos jovens entre 18 e 24 anos e 44% dos endividados confirmaram a tese.
“No momento que você está numa situação ruim, o risco passa a ser irrelevante. Eles pensam ‘Vai que dá certo, porque se o problema não resolver, só aumentou o valor da dívida que eu já tinha’”, comenta Casagrande. Para Schepers, a alta propaganda das bets também influencia esse movimento.
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