Sem refil? A mudança no McDonald's que está irritando os clientes
O ato de encher um copo de refrigerante nas máquinas do McDonald’s está perto do fim — e a mudança tem gerado insatisfação entre consumidores norte-americanos.
As máquinas de bebidas de autoatendimento foram, por décadas, uma marca registrada de redes de fast-food como o McDonald’s, permitindo que clientes servissem seus próprios refrigerantes, fizessem refil e combinassem diferentes sabores. No entanto, com a reorganização das operações, nem todas essas características foram mantidas, e os pontos de autoatendimento têm sido retirados de forma gradual.
Em setembro de 2023, o McDonald’s anunciou a decisão de eliminar as fontes de refrigerante self-service com a meta de removê-las completamente até 2032 nos Estados Unidos. Segundo a empresa, a medida busca garantir maior padronização para equipes e clientes nos diferentes canais de atendimento, como pedidos digitais, drive-thru e consumo no restaurante.
De acordo com reportagem desta semana da Fast Company, até o prazo final, a manutenção ou retirada dos equipamentos ficará a critério de cada unidade. Ainda assim, clientes já relatam mudanças em algumas lojas. Um usuário do Reddit publicou uma imagem mostrando o saguão de um McDonald’s sem a estação de bebidas. “O McDonald’s removeu a área de bebidas e o ketchup do lobby”, escreveu.
Tendências de consumo
Embora o anúncio inicial destaque razões operacionais para a decisão, especialistas apontam que preocupações com higiene após a pandemia de covid-19, além da mudança no modelo das lojas — cada vez menos feitas para o consumo presencial —, também influenciam medidas semelhantes no setor.
No novo formato, as bebidas passam a ser preparadas pela equipe junto com o restante do pedido. Clientes que desejarem refil, serviço que continuará sendo oferecido, precisarão solicitar a um funcionário.
A mudança também está alinhada aos esforços do McDonald’s para modernizar a rede e se adaptar ao perfil de consumidores que priorizam atendimento fora do salão, como drive-thru, retirada no balcão e aplicativos de entrega. Atualmente, cerca de 40% das vendas da empresa no mercado doméstico vêm de pedidos digitais, segundo a Fast Company.
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