Sérgio Moro vai se filiar ao PL no dia 24 de março, diz jornal

Por Mateus Omena 19 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Sérgio Moro vai se filiar ao PL no dia 24 de março, diz jornal

O senador Sergio Moro (União-PR) definiu sua filiação ao PL para o próximo dia 24 de março, em evento previsto para Brasília, consolidando a aproximação com a sigla em um acordo que envolve tanto a disputa pelo governo do Paraná quanto o planejamento nacional da legenda para 2026.

A movimentação ocorre após o senador se alinhar ao pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que optou por romper negociações com o PSD, partido do governador Ratinho Júnior, e apoiar Moro na corrida pelo governo do Paraná. A decisão foi tomada após o fracasso nas tentativas de construção de uma aliança mais ampla com o partido liderado por Gilberto Kassab.

O rompimento com o PSD ocorreu após semanas de negociação sem acordo sobre alianças estaduais e presidenciais. Durante esse período, aliados de Flávio chegaram a apresentar uma proposta ao entorno de Ratinho: apoio ao candidato do PSD no Paraná em troca da retirada de uma eventual candidatura presidencial do governador.

A proposta foi rejeitada na semana anterior. Ratinho indicou que não abriria mão de um projeto nacional caso fosse escolhido por seu partido, o que levou integrantes do PL a avaliar que não haveria garantias concretas e que o governador estaria apenas “ganhando tempo” nas negociações. A recusa do PSD levou o PL a abandonar as negociações e redefinir sua estratégia eleitoral no Paraná.

Diante do impasse, o PL optou por apoiar Sérgio Moro como alternativa para pressionar o PSD e assegurar competitividade no estado. Nos bastidores, aliados de Flávio consideram o Paraná um estado estratégico para a eleição presidencial e avaliam que a entrada de Moro na sigla reduz o poder de negociação de Ratinho no cenário nacional, além de reorganizar o campo político da direita na região Sul.

A aproximação entre Moro e o partido ganhou um gesto público ainda nesta quarta-feira, antes da reunião formal com a cúpula do PL. Durante sessão da CPI do Crime Organizado no Senado, o senador saiu em defesa de Valdemar Costa Neto ao comentar um requerimento que solicitava a quebra de sigilo do dirigente:

"Outro caso aqui é Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal. O que ele tem a ver com o escândalo do Banco Master?", questionou o senador.

O encontro entre Moro e Valdemar ocorreu na sede do partido, em Brasília, após articulações conduzidas por interlocutores de ambos os lados. Segundo relatos, a conversa avançou rapidamente para um entendimento político, descrito como “pragmático”, com o presidente do PL indicando que não aguardaria indefinições do PSD.

O acordo prevê apoio do PL à candidatura de Moro ao governo do Paraná, enquanto o senador se compromete a oferecer palanque estadual para Flávio Bolsonaro. Auxiliares de Valdemar classificaram o entendimento como “prioridade” diante do cenário de impasse com o PSD.

Nos bastidores, integrantes da direção do PL afirmam que a manifestação de Moro na CPI contribuiu para reduzir resistências internas e acelerar a conclusão das negociações, reforçando a percepção de alinhamento político do senador com o partido antes mesmo da formalização da filiação.

*Com informações da Agência O Globo.

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