Serpro reforça data centers para dar conta do período de declarações do Imposto de Renda

Por Maria Eduarda Cury 12 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Serpro reforça data centers para dar conta do período de declarações do Imposto de Renda

O prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física deste ano chegará ao fim em 29 de maio e o Serpro, empresa estatal responsável pela tecnologia do sistema, garante estar pronto para o volume esperado nas últimas horas. A estimativa total para 2026 é que 44 milhões de declarações sejam entregues; conforme comunicado oficial, cerca de um quarto desse número se concentra justamente nos dias finais do prazo.

Os primeiros trinta dias de entrega também bateram um recorde para o período, com cerca de 14,3 milhões de envios. A temporada de IR é, na prática, um dos maiores testes de estresse do setor público digital brasileiro.

São dezenas de milhões de brasileiros tentando acessar o mesmo sistema, muitas vezes ao mesmo tempo, num prazo que não perdoa atrasos.

Quem entrega fora do prazo paga multa, o que cria um incentivo para o acúmulo de envios nos últimos dias. Não é exagero comparar o fenômeno ao colapso dos servidores de ingressos em shows, cada vez com mais demanda.

200 pessoas de olho para evitar falhas

Para dar conta da alta procura pelo site, o Serpro ampliou preventivamente a capacidade de suas conexões de internet nos data centers de São Paulo e Brasília. Na capital paulista, os 3 principais links com operadoras de telecomunicações — Cirion, Algar e Hostfiber — tiveram sua velocidade elevada de 10 para 25 gigabits por segundo.

Já em Brasília, o reforço foi pontual: 2 dos 3 circuitos já operavam nessa capacidade antes mesmo do início do período de declarações. Para monitorar tudo isso em tempo real, a empresa mantém uma central 200 trabalhadores espalhados por diversos setores, que se tornaram uma espécie de centro de operações de guerra para o período declaração de renda.

O esquema foi montado ainda no ano passado e inclui um plano B caso algo fuja do previsto.

O modelo reflete uma mudança de mentalidade que vem ganhando força no setor público: sair do modo apaga-incêndio e investir em prevenção. Para um sistema que atende praticamente toda a população economicamente ativa do país, o custo político de uma queda no último dia do prazo seria alto demais para arriscar.

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