SLC Agrícola alcança receita recorde de R$ 8,6 bilhões com aposta em agricultura regenerativa
Das lavouras do Cerrado ao mercado global, a SLC Agrícola, produtora de commodities como soja, algodão e milho, mostrou ao longo de oito décadas que escala e responsabilidade podem crescer juntas.
A combinação levou a companhia a registrar receita recorde de 8,6 bilhões de reais em 2025, impulsionada pela ampliação da área cultivada e pelos ganhos de produtividade e eficiência obtidos com investimentos em agricultura regenerativa.
Para o CEO Aurélio Pavinato, o desempenho reflete uma gestão em que sustentabilidade não é agenda paralela, mas parte central do negócio.
“Produzimos 100% livres de desmatamento, reciclamos os resíduos das fazendas e investimos na formação de pessoas. É um modelo que alia eficiência e responsabilidade ambiental e social”, afirma.
A Política de Desmatamento Zero, vigente desde 2021, é um dos pilares do plano ESG da empresa, fundamentado em metas verificáveis.
Em um setor que lidera as emissões brasileiras, a SLC assumiu o compromisso de neutralizar os escopos 1 e 2 até 2030. Para isso, combina agricultura regenerativa, bioinsumos e eficiência energética.
Em 2025, a companhia concluiu, em parceria com a deeptech Fluere, a maior operação de mensuração de carbono do agronegócio brasileiro.
O projeto abrange soja, milho, algodão e pecuária em 736.000 hectares de 23 fazendas, monitorando mais de 2.000 lavouras em tempo real, com 50 milhões de registros processados e 99% dos processos automatizados.
Em 2026, entrou para o grupo A List do CDP, principal plataforma global de avaliação ambiental corporativa, com destaque em Florestas e Segurança Hídrica.
No mesmo ano, iniciou a comercialização dos créditos do Projeto Tatuy REDD+, entrando no mercado de carbono alinhada às práticas internacionais e à meta climática brasileira de reduzir em até 67% as emissões até 2035.
No campo, a lógica é simples: cuidar do solo é garantir produtividade e segurança alimentar no longo prazo. Tecnologias e sistemas de manejo que preservam o ecossistema também aumentam a eficiência no uso de recursos naturais, transformando conservação em vantagem competitiva. A receita recorde reforça essa tese.
Um dos destaques é o Programa de Economia Circular, que fecha ciclos produtivos reduzindo desperdício.
No pilar social, a empresa busca garantir 100% dos colaboradores com ensino fundamental completo e reduzir acidentes de trabalho. Na governança, critérios ESG fazem parte da remuneração variável das lideranças, da gestão de riscos e das decisões de capital.
“Este é o resultado de décadas de investimentos em sustentabilidade e eficiência”, resume Pavinato.
DESTAQUES DO SETOR
Uma das maiores produtoras de grãos do Brasil, a Amaggi é a primeira do setor no país a ter metas de curto prazo para 2032 de redução de emissões que incluem florestas, uso da terra e agricultura, e se comprometeu a zerar as emissões líquidas até 2050.
O desempenho de 2025 mostra a evolução: a certificação ORIGINS, que atesta a origem responsável da soja, cresceu 85% em relação ao ano anterior. Em sua operação logística, 101 caminhões já rodam exclusivamente com biodiesel produzido a partir da própria operação, enquanto práticas de agricultura regenerativa avançam no campo.
Durante a COP30, a empresa integrou a Coalizão de Agricultura para Descarbonização, contribuindo para estudos sobre o potencial de mitigação de emissões da agricultura.
Fora das fazendas, a Fundação Amaggi esteve presente em 19 municípios do Norte e do Centro-Oeste, impactando mais de 10.000 pessoas.
A Bunge, líder global no processamento de oleaginosas, atingiu 100% de rastreabilidade nas compras diretas e indiretas de grãos em áreas prioritárias.
A meta foi atingida graças ao programa Parceria Sustentável, iniciativa que, com a ajuda de ferramentas de geoanálise e IA, monitora as mudanças no uso da terra para garantir cadeias livres de desmatamento.
Em dezembro, a companhia também se tornou a primeira do setor a certificar soja brasileira para produção de combustível sustentável de aviação (SAF), um avanço para posicionar o país no mercado global de biocombustíveis.
No campo, o Programa de Agricultura Regenerativa saltou de 250.000 hectares para 345.000 hectares em um ano. O modelo incentiva práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de bioinsumos. A responsabilidade social se estende pela Fundação Bunge, que há mais de 70 anos apoia preservação e desenvolvimento locais.
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: