Sola fina e perfil baixo: os tênis slim que dominam em 2026
Por quase dois anos, o Adidas Samba foi o tênis que aparecia em todo lugar: nas semanas de moda, nos feeds de quem entende de sneakers e nas vitrines. Apesar disso, a saturação de sua popularidade chegou, e o mercado começou a procurar outra coisa com a mesma lógica de silhueta, mas novas referências.
O perfil que domina 2026 é o tênis slim: sola baixa, cabedal próximo ao pé, sem excesso de volume. Dries Van Noten, Celine, Toteme e Prada apresentaram suas versões nas passarelas de primavera-verão 2026. No street style dos mesmos eventos, o Onitsuka Tiger Mexico 66 aparecia com frequência nos looks de quem ainda não queria abrir mão do shape esportivo retrô, mas desejava algo fora do radar do Samba.
Do automobilismo para a cidade
VEJA GT nas versões Egee Light Grey, com solado goma, e no colorway azul elétrico com camurça cinza; peça disponível a partir de 11 de junho por R$ 680 (Divulgação)
A VEJA entrou nessa conversa com o GT, lançado globalmente neste mês por R$ 680. A marca franco-brasileira, fundada em 2004 por Sébastien Kopp e François-Ghislain Morillion, construiu sua reputação em torno de uma produção transparente com matérias-primas do Brasil, e o GT segue essa lógica com couro rastreado por satélite, borracha amazônica e EVA de origem biológica.
O design, porém, veio de outro lugar: o automobilismo. A sola com travas hexagonais remete ao controle de pista. A ponta levemente elevada simula a sensação de movimento constante. As linhas ao redor dos cadarços reinterpretam o "V" das laterais do tênis. O resultado é um modelo slim com vocabulário esportivo que não remete ao futebol nem à corrida convencional.
Metálico, camurça e animal print
Tênis Onitsuka Tiger Mexico 66 conquistou espaço no universo dos sneakers (Edward Berthelot/Getty Images)
O GT não chega sozinho ao mercado. A temporada de tênis em 2026 é eclética: o Onitsuka Tiger Mexico 66 continua crescendo como alternativa ao Samba, especialmente em colorways mais neutros. O Dries Van Noten de couro e camurça esgota com regularidade. No segmento de animal print, o Adidas Samba Leopard OG e o Reebok Classic AZ ocupam espaço que antes pertencia aos modelos lisos. As acabamentos em camurça, que dominaram os últimos dois anos, ganharam concorrência do pelo-pônei, mais tátil e direcional, como nas versões da Alohas e da COS para esta temporada.
Adidas Samba Leopard OG, em pelo-pônei com estampa de onça e sola de goma, ao lado do Reebok Classic AZ em estampa de vaca (Divulgação)
Há também o movimento oposto: modelos de tela branca e lona voltando com força, ancorados no revival do estilo preppy que apareceu na Celine e na Toteme. A Superga 2750 e o Moonstar Gym Classic White são referências do segmento mais acessível. No topo, a Jacquemus Les Tennis Canvas Sneakers chegou a US$ 845 (cerca de R$ 4.800) e esgotou em loja.
Les Tennis Canvas Sneakers, da Jacquemus, em tela off-white com detalhes em couro preto e sola de goma; modelo esgotou após o lançamento e é vendido por US$ 845 (cerca de R$ 4.800) no Net-a-Porter (Divulgação)
O ponto em comum
O que esses modelos têm em comum é o oposto do que definiu o sneaker nos anos anteriores: nada de solado espesso, nada de volume excessivo, nada do perfil chunky que a Balenciaga popularizou e a New Balance manteve por anos. O momento é de contenção. O tênis que funciona em 2026 cabe bem na cena sem precisar dominar ela.
O GT da VEJA, com numeração do 33 ao 45 e cartela que vai do bordô ao all-black, está disponível no e-commerce da marca e em lojas selecionadas a partir de 11 de junho.
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