SpaceX estreia na B3 via BDR e pode ser comprada por cerca de R$ 50; entenda

Por Clara Assunção 12 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
SpaceX estreia na B3 via BDR e pode ser comprada por cerca de R$ 50; entenda

Os investidores brasileiros passam a ter acesso, nesta sexta-feira, 12, a uma das estreias mais aguardadas do mercado global. No mesmo dia em que a SpaceX realizou seu IPO na Nasdaq, a companhia fundada por Elon Musk também chegou à B3 por meio do BDR SPCX34, permitindo a compra de recibos da empresa diretamente pelas corretoras brasileiras e em reais.

A listagem simultânea marca um momento histórico para os mercados. Nos Estados Unidos, a SpaceX realizou a maior oferta pública inicial de ações (IPO) já registrada, captando cerca de US$ 75 bilhões. A operação superou com folga o recorde anterior da Saudi Aramco, que havia levantado US$ 29,4 bilhões em sua abertura de capital em 2019.

Com a venda de 555,6 milhões de ações a US$ 135 cada, a SpaceX estreou no mercado avaliada em aproximadamente US$ 1,77 trilhão, entrando diretamente para o grupo das empresas trilionárias e figurando entre as maiores companhias de capital aberto do mundo.

O que é um BDR?

Os BDRs, Brazilian Depositary Receipts, são certificados negociados na B3 que representam ações emitidas no exterior.

Por meio desse instrumento, investidores brasileiros podem investir em empresas estrangeiras sem precisar abrir conta em corretoras internacionais, realizar remessas de recursos para fora do país ou comprar dólares diretamente. A negociação ocorre da mesma forma que uma ação brasileira, por meio do home broker das corretoras locais.

Além de facilitar o acesso a companhias globais, os BDRs permitem que investidores diversifiquem seus portfólios e tenham exposição a ativos internacionais sem sair do mercado brasileiro.

Como investir na SpaceX pela B3

O BDR da SpaceX será negociado sob o código SPCX34. O investimento poderá ser feito diretamente pelo home broker das corretoras brasileiras. Como a estrutura do recibo terá paridade de 1 para 15, cada ação da SpaceX negociada nos Estados Unidos corresponderá a 15 BDRs na B3.

Com isso, embora a ação da empresa tenha sido precificada em US$ 135 no IPO — cerca de R$ 675 na conversão aproximada — o investidor brasileiro poderá acessar a companhia por valores entre R$ 50 e R$ 70 por BDR.

A estrutura reduz a barreira de entrada para quem deseja investir na empresa de Elon Musk sem precisar desembolsar o valor equivalente a uma ação inteira negociada na Nasdaq.

SpaceX entra no clube das trilionárias

A avaliação de mercado da SpaceX coloca a companhia ao lado das maiores empresas do planeta. Segundo dados da Bloomberg referentes a junho de 2026, a empresa estreia na bolsa valendo aproximadamente US$ 1,77 trilhão, patamar semelhante ao da Saudi Aramco e superior ao valor de mercado da Tesla.

Entre as empresas mais valiosas do mundo atualmente estão Nvidia, Apple, Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta — todas elas já acessíveis ao investidor brasileiro por meio de BDRs negociados na B3. A chegada da SpaceX amplia essa prateleira de gigantes globais disponível no mercado brasileiro.

Os BDRs se consolidaram como uma das principais portas de entrada para o investimento internacional dos brasileiros. Atualmente, a B3 oferece recibos de algumas das maiores companhias do mundo, incluindo empresas de tecnologia, consumo e entretenimento.

Entre elas estão a Apple Inc. (AAPL34), a Microsoft Corporation (MSFT34), a Amazon.com, Inc. (AMZO34), a Alphabet Inc. (GOGL34), a Meta Platforms (M1TA34), a Nvidia Corporation (NVDC34), além da Tesla, Inc. (TSLA34).

Boa parte dessas companhias figura entre as dez empresas mais valiosas do mundo em valor de mercado. A Nvidia lidera o ranking global, avaliada entre US$ 5,1 trilhões e US$ 5,2 trilhões, seguida por Apple, Alphabet, Microsoft e Amazon.

Segundo a B3, mais de 1 milhão de investidores já possuíam BDRs em suas carteiras até o fim de abril. Apesar da facilidade operacional, o investimento em BDRs envolve riscos semelhantes aos dos ativos negociados no exterior. O desempenho do recibo acompanha tanto a variação das ações da companhia quanto as oscilações do câmbio e dos mercados internacionais.

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: