Stonehenge ganha salão pré-histórico inspirado em estrutura real que abrirá ao público

Por Vanessa Loiola 26 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Stonehenge ganha salão pré-histórico inspirado em estrutura real que abrirá ao público

Uma reconstrução inspirada em um possível salão neolítico de 4.500 anos está sendo finalizada perto de Stonehenge, na Inglaterra. O projeto, desenvolvido pela organização English Heritage, pretende oferecer aos visitantes uma experiência imersiva sobre a vida das comunidades pré-históricas responsáveis pela construção do famoso círculo de pedras.

Batizada de Kusuma Neolithic Hall (ou Salão Neolítico de Kusuma, na tradução livre), a estrutura tem cerca de sete metros de altura e foi construída manualmente ao longo de nove meses por mais de 100 voluntários.

Segundo o jornal britânico The Guardian, o espaço será aberto ao público durante o verão europeu e depois passará a integrar atividades educacionais para escolas.

Estrutura foi baseada em vestígios arqueológicos

O salão foi inspirado em evidências encontradas no sítio arqueológico Durrington 68, localizado a cerca de três quilômetros de Stonehenge, próximo a Woodhenge. O local apresenta marcas circulares e grandes buracos de postes que sugerem a existência de uma construção de madeira durante o período neolítico.

Arqueólogos ainda discutem qual seria a função original da estrutura. Entre as hipóteses levantadas estão espaço cerimonial, abrigo comunitário, armazenamento coletivo ou área destinada a banquetes rituais. Segundo pesquisadores, fragmentos de cerâmica e ossos de animais encontrados na região reforçam a possibilidade de encontros coletivos durante o inverno.

De acordo com o arqueólogo experimental Luke Winter, responsável pelo projeto, toda a construção foi feita com materiais compatíveis com os disponíveis há cerca de 5 mil anos.

A equipe utilizou réplicas de ferramentas de pedra para reproduzir técnicas semelhantes às usadas pelas populações neolíticas. Winter afirmou que praticamente todos os materiais utilizados na obra existiriam naquela paisagem há milhares de anos.

O pesquisador explicou ainda ao The Guardian que o próprio processo de construção mudou sua percepção sobre a estrutura original. Inicialmente, ele tinha dúvidas se o sítio arqueológico realmente representava um edifício coberto, mas passou a considerar essa hipótese mais provável ao longo da montagem do salão.

Salão também segue alinhamento astronômico

Assim como Stonehenge, o novo salão foi alinhado ao solstício de inverno, fenômeno considerado importante para povos neolíticos.

Segundo Luke Winter, a posição da estrutura acompanha o nascer do sol nesse período do ano, reforçando possíveis conexões simbólicas e rituais entre arquitetura e astronomia na pré-história.

Projeto quer aproximar público da vida pré-histórica

Além da visitação turística, o espaço será usado em atividades educativas e experiências imersivas para estudantes. Segundo a English Heritage, crianças poderão participar de oficinas inspiradas no cotidiano neolítico, incluindo produção de cerâmica e preparo de alimentos tradicionais.

A organização afirma que o objetivo é ampliar o contato do público com a arqueologia e ajudar visitantes a compreender como viviam os povos que construíram Stonehenge.

O projeto também integra uma expansão educacional maior, que prevê novos laboratórios e espaços de aprendizagem até o fim de 2026.

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