Swatch e Audemars Piguet revelam coleção Royal Pop. Mas será só isso?
O relógio mais comentado do ano finalmente apareceu. Depois de dias de rumores, teasers nas redes sociais e imagens feitas com inteligência artificial, a Swatch revelou oficialmente, em seu site e na conta do Instagram, a coleção feita em parceria com a Audemars Piguet.
A colaboração leva o design do Royal Oak, relógio icônico criado pelo designer Gérald Genta, para um universo mais acessível e pop. Mas com uma diferença importante em relação ao que o mercado imaginava: não se trata de um relógio de pulso.
Até agora, o que foi revelado é uma coleção formada por oito relógios de bolso em biocerâmica, equipados com movimento mecânico manual. Os modelos mantêm elementos do relógio esportivo de luxo, como a caixa octogonal com oito parafusos hexagonais e o mostrador “Petite Tapisserie”, assinatura histórica da Audemars Piguet.
As peças têm 40 mm sem o suporte externo e chegam a 44,2 mm por 53,2 mm quando encaixadas no clipe de transporte. A espessura é de 8,4 mm. Todos os relógios usam índices e ponteiros com Super-LumiNova.
Royal Pop: para ser usado como penduricalho (Swatch/Reprodução)
Preço começa em US$ 400
A coleção foi dividida em dois formatos. O primeiro é o modelo “Lépine”, com coroa posicionada às 12 horas, em referência aos relógios de bolso clássicos. Essa linha terá seis versões coloridas, incluindo modelos em rosa, verde, azul-marinho, branco e preto.
O segundo formato é chamado de “Savonette”, com pequena indicação de segundos e coroa às 3 horas, mais próximo do layout dos relógios de pulso tradicionais. São duas versões, uma em azul e outra multicolorida. Os relógios poderão ser desmontados e combinados entre si, permitindo trocar caixas e suportes entre os diferentes modelos.
O movimento também recebeu bastante atenção para um produto da Swatch. A nova geração manual do SISTEM51 utiliza 15 patentes, produção automatizada e mais de 90 horas de reserva de marcha. O calibre usa espiral antimagnética Nivachron, material presente em alguns relógios da própria Audemars Piguet.
O fundo transparente exibe componentes decorados em estilo pop-art. O tambor da mola principal também funciona como indicador visual de carga: quando aparece dourado, o relógio está totalmente carregado.
Os preços começam em US$ 400 para os modelos Lépine e US$ 420 para os Savonette.
Penduricalhos nas bolas
O que mais chamou a atenção na coleção foi a proposta de um relógio com alça. Os modelos podem ser presos na calça ou como bag charm, esses penduricalhos nas bolsas popularizados pela Gen Z, como bichinhos de pelúcia.
O lançamento foi um banho de água fria para os apreciadores de relojoaria, que esperavam algo de uso mais convencional. Como foi o MoonSwatch, a colaboração da Swatch apresentada em 2022 com a Omega, com o Speedmaster Moonwatch de inspiração.
A expectativa era grande. Nesta semana, consumidores já formavam filas nas lojas de algumas cidades, antes da abertura das vendas. A princípio, a estratégia das duas marcas parece ser a de evitar entrar diretamente no território do Royal Oak tradicional. Em vez de criar uma versão acessível do relógio esportivo de pulso, as marcas criaram uma interpretação mais lúdica para atingir novas gerações, ainda distantes do universo da relojoaria.
A colaboração só seria revelada no dia 16 de maio, data do lançamento oficial. A Swatch acabou antecipando a novidade, o que tem gerado outras especulações se algo mais estaria por vir, como por exemplo justamente as pulseiras para serem acopladas aos relógios.
Só saberemos realmente neste sábado, a data oficial do lançamento. O Royal Pop estará disponível apenas em lojas selecionadas da Swatch. Infelizmente, a marca não está presente no Brasil. Quem quiser o seu relógio terá de comprar fora.
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