Syngenta prepara IPO para levantar até US$ 10 bilhões em Hong Kong, diz jornal
A Syngenta, empresa global de sementes e insumos agrícolas, deve lançar uma oferta pública inicial (IPO) em Hong Kong em 2026. Segundo o Financial Times, a companhia está em busca de assessores financeiros para conduzir a operação, que pode levantar até US$ 10 bilhões — valor que colocaria o IPO entre os dez maiores da história da bolsa de Hong Kong.
Fontes próximas ao assunto informaram ao jornal britânico que a empresa, controlada por capital chinês, pediu nesta quinta-feira, 5, que bancos apresentassem propostas para atuar como consultores no processo de abertura de capital.
Em 2024, a Syngenta cancelou seus planos de IPO em Xangai, diante do ambiente econômico desfavorável na China continental, do aumento da fiscalização regulatória sobre listagens e da perspectiva desafiadora para o setor agrícola.
De acordo com a Bloomberg, a China International Capital Corporation (CICC) e o UBS Group estão auxiliando a Syngenta na preparação da oferta. As fontes, que pediram anonimato por se tratar de informação privada, afirmaram ainda que outros bancos, como Bank of America e Goldman Sachs, também devem participar da operação.
A Syngenta foi adquirida em 2017 pela estatal chinesa ChemChina, por US$ 44 bilhões — a maior aquisição internacional já feita por uma empresa chinesa. A intenção inicial era listar a companhia nos anos seguintes, mas os planos foram adiados por conta da pandemia de Covid-19.
Segundo o Financial Times, o IPO pode envolver cerca de 20% do capital da empresa. A expectativa é que os recursos captados sejam destinados ao reforço dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento.
Com atuação global, a Syngenta é especializada na produção de sementes e defensivos agrícolas, atendendo tanto o mercado chinês quanto outros países.
Após a aquisição pela ChemChina, o então CEO da Syngenta, Erik Fyrwald, declarou ao Financial Times que o objetivo da compra era “ajudar a garantir quantidade, segurança e qualidade alimentar para o povo chinês”, além de melhorar o impacto ambiental da agricultura.
Procurada, a Syngenta afirmou que não comenta especulações de mercado. “Continuamos avaliando nossas estratégias de acesso ao mercado de capitais com base nas condições do mercado”, disse a empresa, em nota ao Financial Times. “Pretendemos retornar ao mercado quando estivermos prontos.”
Syngenta no Brasil
No Brasil, a Syngenta está presente há 25 anos e é liderada por André Savino. Em 2024, a empresa adotou uma estratégia mais "defensiva" no país: interrompeu as aquisições de revendas e decidiu terceirizar a administração de parte de sua rede.
Em 2025, manteve essa diretriz e repassou lojas próprias para a Olfar Agro e para a Lar Cooperativa.
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