Taxa de desemprego no Brasil e falas do Fed: o que move os mercados
A agenda econômica desta sexta-feira, 26, começa com uma bateria de indicadores no Brasil e nos Estados Unidos que deve orientar o humor dos mercados no fechamento da semana, em um dia marcado por dados de atividade, mercado de trabalho e novas sinalizações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).
No Brasil, o destaque da manhã é a divulgação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) de maio pelo IBGE, às 9h, com a taxa de desemprego projetada em 5,5%. Em abril, o indicador fechou em 5,8%.
Antes disso, às 8h, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) publica a Sondagem da Indústria de junho. Às 8h30, o Banco Central do Brasil divulga as Estatísticas do Setor Externo.
No relatório anterior, os dados de Transações Correntes (USD) tiveram um déficit de US$ 1,77 bilhões, com projeção de déficit de US$ 4,16 bilhões. Enquanto os dados de Investimento Estrangeiro Direto (USD) registraram superávit de US$ 8,91 bilhões, com expectativa para superávit de US$ 5,75 bilhões.
Já às 16h30, serão divulgads as posições líquidas de especuladores do BRL (Real Brasileiro) no relatório da CFTC, que indicam o sentimento do mercado futuro em relação à moeda doméstica.
Também nesta sexta, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, viaja para a Suíça, onde permanece até o dia 29 para participar das reuniões bimestrais e da 96ª Assembleia Anual do Bank for International Settlements. O encontro reúne autoridades monetárias globais e costuma servir de espaço para discussões sobre política monetária, inflação e estabilidade financeira.
No campo político, está prevista a divulgação da pesquisa PoderData sobre eleição presidencial. No fim de semana também entra no radar a divulgação da pesquisa Vox.
O que acompanhar no exterior
No cenário externo, os investidores monitoram os Estados Unidos a partir das 9h30, com a divulgação da balança comercial de maio, seguida, às 11h, pelo Índice de Confiança do Consumidor de Michigan.
Na sequência, o foco se volta às falas de dirigentes do Federal Reserve: John Williams discursa às 11h30 e Neel Kashkari às 12h30, em busca de sinais sobre os próximos passos da política de juros americana.
Os mercados chegam a esta sexta-feira após uma sessão positiva. O Ibovespa encerrou a quinta, 25, em alta de 0,89%, aos 172.028 pontos, enquanto o dólar caiu 0,47%, cotado a R$ 5,17. O movimento foi impulsionado principalmente pela divulgação do IPCA-15 de junho, que veio abaixo do esperado e reforçou a leitura de desaceleração inflacionária.
No exterior, o desempenho das bolsas americanas também contribuiu para o apetite ao risco, com apoio do resultado da Micron Technology e da queda do petróleo, que voltou a patamares próximos aos observados antes da guerra no Oriente Médio. O movimento alivia expectativas inflacionárias globais e melhora o cenário para ativos de risco.
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