Taxa de desemprego recua para 5,6% em maio, melhor resultado para o mês desde 2012

Por Estela Marconi 26 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Taxa de desemprego recua para 5,6% em maio, melhor resultado para o mês desde 2012

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, segundo dados da PNAD Contínua.

O resultado indica estabilidade na comparação com o trimestre anterior (5,8%) e queda em relação ao mesmo período de 2025 (6,2%), em um cenário de melhora gradual do mercado de trabalho e manutenção do nível de ocupação em patamar elevado.

Ao mesmo tempo, a subutilização da força de trabalho recuou para 13,3%, reforçando o movimento de redução da ociosidade no mercado, com queda tanto no trimestre quanto na comparação anual.

A população desocupada foi estimada em 6,1 milhões de pessoas, número praticamente estável em relação ao trimestre anterior e inferior aos 6,7 milhões registrados um ano antes.

Na comparação anual, houve redução de 9,3% no número de desocupados, o equivalente a 624 mil pessoas a menos fora do mercado de trabalho.

Já a população ocupada chegou a 102,7 milhões de pessoas, com alta de 0,5% no trimestre e avanço de 0,8% no ano, reforçando a expansão gradual do emprego no país.

O nível de ocupação ficou em 58,6%, praticamente estável na comparação anual, indicando que o mercado de trabalho mantém capacidade de absorção de mão de obra em ritmo moderado.

Subutilização recua e informalidade perde força

A taxa composta de subutilização da força de trabalho caiu para 13,3%, ante 14,1% no trimestre anterior e 14,9% no mesmo período de 2025.

A população subutilizada somou 15,1 milhões de pessoas, com queda de 11,3% em relação ao ano anterior, sinalizando redução da ociosidade no mercado de trabalho brasileiro.

Dentro desse grupo, os trabalhadores subocupados por insuficiência de horas chegaram a 4,1 milhões, também em queda no comparativo anual.

A taxa de informalidade ficou em 37,3%, ligeiramente inferior aos trimestres anteriores, o que indica leve perda de participação do trabalho informal na economia.

O rendimento real habitual dos trabalhadores ficou em R$ 3.726, estável na comparação trimestral, mas com crescimento de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A massa de rendimento real habitual atingiu R$ 377,7 bilhões, também estável no trimestre e com alta de 4,8% no ano, refletindo o aumento da renda agregado ao maior nível de ocupação.

O avanço da massa de renda indica fortalecimento do poder de consumo das famílias, apoiado pela combinação de emprego mais elevado e ganhos reais de remuneração.

Destaques por setor e composição do emprego

Entre os setores econômicos, houve crescimento da ocupação em áreas como transporte e armazenagem e administração pública, saúde e educação, enquanto outros segmentos permaneceram estáveis.

No recorte anual, atividades ligadas à administração pública, agricultura e transporte concentraram parte das expansões de emprego, enquanto os serviços domésticos registraram queda.

A força de trabalho totalizou 108,8 milhões de pessoas, com leve crescimento no trimestre e estabilidade na comparação anual.

O número de trabalhadores formais no setor privado ficou em 39,3 milhões, enquanto empregados sem carteira, autônomos e trabalhadores domésticos permaneceram relativamente estáveis, com exceção deste último grupo, que caiu no ano.

Mercado de trabalho segue em fase de ajuste

Os dados da PNAD Contínua indicam um mercado de trabalho em fase de consolidação, com queda gradual do desemprego e da subutilização, mas ainda marcado por estabilidade em diversas categorias de ocupação.

Apesar da melhora nos indicadores gerais, a combinação de informalidade elevada e crescimento moderado da renda sugere um cenário de recuperação ainda heterogênea entre setores e tipos de vínculo empregatício.

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