Taxa de desemprego sobe para 5,8% em abril, diz IBGE

Por Estela Marconi 28 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Taxa de desemprego sobe para 5,8% em abril, diz IBGE

A taxa de desocupação no Brasil voltou a subir e ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, informou o IBGE nesta quinta-feira, 28, com a divulgação da PNAD Contínua Mensal.

O indicador avançou 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em janeiro de 2026, mas recuou 0,8 p.p. na comparação com o mesmo trimestre de 2025. O movimento é explicado pelo IBGE como parte de um comportamento sazonal do mercado de trabalho.

Segundo o instituto, a alta na margem está relacionada principalmente ao desempenho de setores como comércio e serviços pessoais, que perderam trabalhadores após o período de aquecimento no fim de 2025.

O dado veio em linha com a expectativa do mercado, que esperava 5,9%.

Mercado de trabalho mantém ocupação elevada e renda estável

A população desocupada chegou a 6,3 milhões de pessoas, com aumento de 8,0% na comparação trimestral — o equivalente a mais 471 mil pessoas em busca de trabalho. Em relação ao mesmo trimestre de 2025, houve queda de 11,3%, com redução de 809 mil pessoas.

O total de ocupados ficou em 102,3 milhões, com leve recuo de 0,3% na comparação com o trimestre anterior, o que representa menos 338 mil trabalhadores. Já na comparação anual, houve alta de 1,1%, com acréscimo de 1,07 milhão de pessoas.

O nível da ocupação ficou em 58,4%, queda de 0,3 ponto percentual frente ao trimestre encerrado em janeiro de 2026 (58,7%). Na avaliação do IBGE, apesar da queda na margem, o indicador segue em patamar elevado na série histórica.

Entre os grupamentos de atividade, apenas “outros serviços” registrou queda na comparação trimestral, com recuo de 162 mil pessoas. Nos demais setores, houve estabilidade.

Também não houve variação relevante nas posições de ocupação na comparação trimestral. O número de empregados com carteira no setor privado ficou em 39,3 milhões, enquanto os sem carteira somaram 13,3 milhões.

Os trabalhadores por conta própria foram 26,0 milhões, e os empregados no setor público, 12,9 milhões.

A taxa composta de subutilização ficou em 13,8%, estável na comparação trimestral e 1,7 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período de 2025.

O número de desalentados ficou em 2,6 milhões, também estável na margem, mas com queda de 15,3% na comparação anual. Já a taxa de informalidade recuou para 37,2%, equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores.

A população subocupada por insuficiência de horas ficou em 4,2 milhões, com queda de 5,5% no trimestre e de 7,3% no ano.

O rendimento real habitual de todos os trabalhos atingiu R$ 3.732, mantendo estabilidade no trimestre e permanecendo em nível recorde na série histórica.

Segundo o IBGE, mesmo com oscilações sazonais, o mercado de trabalho mantém nível elevado de ocupação e estabilidade em indicadores de subutilização e informalidade.

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