Templo dos castelos e o 1º a abolir a escravidão: os adversários do Brasil na Copa

Por Luiz Anversa 11 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Templo dos castelos e o 1º a abolir a escravidão: os adversários do Brasil na Copa

Daqui a cerca de um mês começa a Copa do Mundo de 2026. Será a maior edição da história do torneio, com 48 seleções e três países-sede — EUA, México e Canadá. O Brasil começará sua busca pelo hexacampeonato no Grupo C, contra Marrocos, Haiti e Escócia.

A EXAME preparou um guia repleto de curiosidades sobre os primeiros adversários da nossa seleção na Copa, que começa em 11 de junho.

A primeira universidade do mundo

Marrocos será o primeiro adversário do Brasil na Copa do Mundo de 2026. A partida acontece em 13 de junho, às 19h. As duas seleções se enfrentaram apenas uma vez na história das Copas. Aconteceu em 1998, também na fase de grupos. O Brasil ganhou facilmente por 3 a 0, com gols de Ronaldo, Rivaldo e Bebeto.

Koutoubia mosque, Marrakech, Morocco (mmeee/Thinkstock)

Uma das curiosidades do país africano é que nele está a universidade mais antiga do mundo ainda em funcionamento. Trata-se de Al Quaraouiyine, em Fez. Originalmente fundada como uma mesquita em 859, tornou-se um dos principais centros espirituais e educacionais da chamada Era de Ouro Islâmica. Em 1963, tornou-se oficialmente parte do sistema universitário estatal de Marrocos. Alguns consideram que ela funcionou como uma madraça islâmica até depois da Segunda Guerra Mundial e só se tornou universidade em 1963.

O primeiro a abolir a escravidão

Em 19 de junho, Brasil vai encarar o Haiti às 21h30. As duas seleções jamais se enfrentaram em Copas. Será o 50º rival diferente do Brasil em mundiais.

Será apenas a segunda vez que os haitianos participam de uma Copa. Na primeira, em 1974, ficaram em último lugar num forte grupo que tinha Argentina, Itália e Polônia, marcando dois gols e sofrendo 14.

Quando mudamos a seara da discussão, o país caribenho ganha muito destaque. Foi o primeiro país do mundo a abolir formalmente a escravidão, liderado por figuras como Toussaint Louverture e Jean-Jacques Dessalines. O processo foi feito durante a Revolução Haitiana (1791-1804).

Outro peso histórico foi de ter sido o primeiro país da América Latina a declarar independência. Isso aconteceu em 1804.

Mais castelos por metro quadrado

O terceiro adversário do Brasil na fase de grupos será a Escócia. A partida acontece no dia 24 de junho, às 19h. O país que faz parte do Reino Unido já encarou o Brasil quatro vezes em Copas passadas. Jamais venceu. Todos os encontros aconteceram na fase de grupos. Em 1974, empate por 0 a 0. Em 82, goleada do Brasil por 4 a 1. Em 1990, vitória magra brasileira por 1 a 0. E em 1998, na abertura da Copa da França, vitória de 2 a 1 para o Brasil. Note que o Brasil também encarou Marrocos na fase de grupos de 1998. Ou seja, quase uma "repetição" daquela disputa nessa primeira fase.

Castelo real de Balmoral na Escócia (AFP)

Indo para o aspecto histórico do país, a Escócia é conhecida por ter sido o berço de outro esporte: o golfe. A consolidação da modalidade veio no século XV. O telefone, um dos aparelhos mais revolucionários da humanidade, teve o escocês Alexander Graham-Bell como um de seus principais desenvolvedores.

Além disso, a Escócia é considerada o templo dos castelos. O motivo? Nenhum lugar do mundo tem mais dessas construções por metro quadrado. Ao todo, são mais de 2 mil castelos distribuídos em 78 mil km².

A Escócia também é conhecida pelo seu whisky. Há mais de 100 anos, o país é o maior produtor da bebida destilada. Segundo a consultoria Fortune Business Insights, o tamanho global do mercado de whisky escocês foi avaliado em US$ 38,67 bilhões em 2025. A Escócia exporta mais de 1,3 bilhão de garrafas por ano, equivalente a 44 garrafas por segundo para 174 mercados.

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