Temporais no Quênia deixam 62 mortos e mais de 12 mil famílias desabrigadas
As fortes chuvas que atingem o Quênia desde o início do mês já provocaram a morte de 62 pessoas, entre elas oito crianças e oito mulheres, além de 46 homens, conforme balanço divulgado neste sábado pelo Ministério do Interior do país. Outros nove cidadãos seguem desaparecidos.
O temporal, que castigou o território queniano entre os dias 6 e 7 de março, afetou até o momento 18 dos 47 condados da nação africana, desalojando mais de 12,3 mil famílias. A capital, Nairóbi, concentra o maior número de vítimas fatais, com 33 mortes registradas.
Em seguida aparece a região leste do país, onde 17 pessoas perderam a vida.
Além da capital, os condados mais impactados incluem Kisumu, Busia e Siaya, localizados no oeste; Taita Taveta e Kwale, ao sul; e Wajir, na região nordeste.
Chuvas no Quênia
O governo queniano alertou que "várias regiões do país continuam sofrendo com fortes chuvas" e destacou os prejuízos em "infraestruturas fundamentais".
Relatos oficiais apontam alagamentos em áreas residenciais, mercados, centros comerciais e escolas, além da destruição de fazendas e plantações. Estradas foram bloqueadas, o fornecimento de energia elétrica foi interrompido e redes de abastecimento de água também sofreram danos.
Segundo o Departamento Meteorológico do Quênia (KMD), as precipitações fazem parte de um "período úmido prolongado" iniciado em meados de fevereiro de 2026, que saturou os sistemas de drenagem e elevou os riscos de novas inundações. O órgão prevê "chuvas intensas contínuas, inundações repentinas e tempestades" ao longo da primeira parte da temporada, embora a intensidade possa variar durante o mês.
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