Terremoto na Venezuela: mortes sobem para 589 após novos balanços
O número de mortes provocadas pelos terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 589, segundo informou nesta sexta-feira, 26, a presidente em exercício Delcy Rodríguez.
O novo balanço mais que dobra a estimativa anterior, de 235 vítimas, e reforça a dimensão da crise humanitária provocada pelos abalos sísmicos no país.
As autoridades venezuelanas atualizaram os dados durante uma reunião com representantes civis e militares transmitida pela televisão estatal, em meio à mobilização internacional de ajuda e à ampliação das operações de resgate.
O aumento no número de mortos ocorre dois dias após os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiram o país com intervalo de menos de um minuto. Os eventos são considerados os mais severos da história recente da Venezuela e provocaram destruição em larga escala em áreas urbanas e rurais.
O salto no número de vítimas para 589 mortes indica uma deterioração rápida do quadro humanitário e sugere que as equipes de resgate ainda enfrentam dificuldades para acessar regiões mais afetadas pelos abalos sísmicos.
Até a última atualização anterior, o governo havia informado 188 mortes e mais de 1,5 mil feridos, número que já vinha sendo revisado ao longo das operações de busca e socorro.
EUA flexibilizam sanções em meio à crise
Paralelamente ao avanço da tragédia, os Estados Unidos autorizaram uma flexibilização temporária das sanções contra a Venezuela para permitir operações financeiras e comerciais voltadas exclusivamente à ajuda humanitária.
A medida, válida até 23 de outubro, permite transações relacionadas ao socorro das vítimas e à resposta emergencial, desde que enquadradas nas regras do Regulamento de Sanções contra a Venezuela (VSR), administrado pelo OFAC.
A autorização tem caráter restrito e não altera a estrutura central do regime de sanções, mantendo bloqueios financeiros e comerciais que seguem em vigor contra o governo venezuelano.
O governo americano também anunciou o envio de US$ 100 milhões ao Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), ampliando o pacote de assistência internacional à população atingida.
Resposta internacional e mobilização regional
Os terremotos, registrados com magnitudes de 7,2 e 7,5 em um intervalo inferior a um minuto, provocaram colapsos estruturais e agravaram a pressão sobre hospitais e serviços de emergência no país.
Os eventos sísmicos são classificados como os mais intensos da história recente da Venezuela, com impacto direto sobre infraestrutura urbana e sistemas de atendimento emergencial.
Diante da gravidade da situação, países da região ampliaram a mobilização de ajuda humanitária. O governo brasileiro confirmou o envio de uma missão de busca e resgate, além de equipamentos médicos, purificadores de água e suporte logístico para instalação de um hospital de campanha.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também manteve contato com autoridades venezuelanas para coordenar o envio de assistência, em uma operação que envolve equipes da Defesa Civil, bombeiros e técnicos federais.
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