‘Três Graças’: O erro de roteiro que transformou Raul em um verdadeiro ‘ignorante’
A novela ‘Três Graças’ escancarou um problema clássico da dramaturgia: quando o roteiro força o silêncio de um personagem para que a tragédia aconteça. No centro da polêmica está Raul (Paulo Mendes), cuja omissão em relação ao paradeiro de Joélly (Alana Cabral) gerou revolta nos telespectadores e causou consequências irreversíveis na trama.
A inércia inexplicável de Raul
O público não perdoou a falta de lógica nas atitudes do jovem. Raul possuía informações concretas que poderiam ter evitado o roubo da bebê e a morte de Jorginho (Juliano Cazarré), mas preferiu o silêncio. Raul possuía o endereço da clínica clandestina para a qual Samira (Fernanda Vasconcellos) iria levar Joélly (Alana Cabral). Ele ainda deu o cartão do local para Jorginho e deixou com que os dois crimes acontecessem.
Desde o acidente que levou a gestante a uma clínica clandestina, o rapaz teve chances de ouro para alertar a polícia ou a família, como Gerluce (Sophie Charlotte) e Rogério (Eduardo Moscovis). Ao esconder a pista, ele assistiu ao desespero de sua avó, Josefa (Arlete Salles), sem mover um dedo.
Um ponto que chamou a atenção pela falta de realismo foi a negligência com a prova física do crime. Em uma era digital, a passividade de Raul soou artificial para quem acompanha a novela das nove. Em tempos de celular na mão, ele sequer tirou uma foto do papel, o que aumenta a sensação de artificialidade.
Conveniência narrativa vs. Lógica
Para muitos críticos, o silêncio de Raul foi apenas uma ferramenta para sustentar o caos, permitindo que a vilã Samira entregasse a recém-nascida a Lena (Barbara Reis) e Herculano (Leandro Lima).
Agora, a tentativa de Raul em confrontar Samira soa tardia. O personagem, que já enfrentava resistência do público, acaba marcado por um deslize imperdoável que mudou o rumo de todos em ‘Três Graças’.
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