Trump anuncia tarifa de 50% a países que fornecerem armas ao Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 8, que qualquer país que forneça armas ao Irã será tarifado em 50%.
Segundo Trump, as tarifas serão válidas para "todos e quaiquer bens vendidos aos EUA". O efeito é imediato.
A Rússia é o principal fornecedor de armas ao Irã da última década. Segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo, o país foi responsável por todas as importações entre 2020 a 2024, com sistemas de defesa aérea, mísseis e aeronaves.
"Um país que forneça armas militares ao Irão será imediatamente tarifado, sobre todos e quaisquer bens vendidos aos Estados Unidos da América, 50%, com efeito imediato. Não haverá exclusões ou isenções!", escreveu o republicano em publicação no Truth Social.
Em fevereiro, a Reuters divulgou que a China estava próxima de fechar um acordo para vender mísseis supersônicos ao Irã.
A declaração ocorre menos de um dia após os Estados Unidos e o Irã anunciarem um cessar-fogo de duas semanas.
O acordo prevê a suspensão imediata das operações ofensivas americanas contra o território iraniano, condicionada à retomada da navegação na principal rota energética do mundo.
Segundo um alto funcionário dos EUA ao Wall Street Journal, o país americano interrompeu todos os ataques.
A trégua ocorre após semanas de escalada militar e sucessivos ultimatos. Pouco antes do acordo, Trump voltou a ameaçar destruir a infraestrutura iraniana caso Teerã não cedesse até o prazo final.
O cessar-fogo foi mediado pelo Paquistão e está baseado em uma proposta de dez pontos apresentada pelo Irã. O plano inclui uma trégua imediata e a abertura de negociações formais, previstas para começar nesta semana em Islamabad.
Trump afirmou que concordou em suspender os ataques por duas semanas diante de avanços nas tratativas. Ao mesmo tempo, manteve a exigência de reabertura do Estreito de Ormuz como condição central.
Do lado iraniano, o Conselho Supremo de Segurança Nacional afirmou que o acordo não representa o fim da guerra. O órgão declarou que o país entra nas negociações com “total desconfiança” e alertou que qualquer violação será respondida de forma ampla.
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