Trump avalia flexibilizar sanções do petróleo da Venezuela com guerra no Irã
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende adotar novas medidas para flexibilizar as sanções ao setor de petróleo da Venezuela, com o objetivo de aumentar a produção global em meio à disparada dos preços causada pela guerra no Irã.
Segundo a Bloomberg, as ações, que podem ser anunciadas ainda nesta semana, incluem a emissão de novas licenças individuais que permitiriam a empresas estrangeiras operar no país sem violar as restrições impostas por Washington.
Além disso, a administração avalia criar um mecanismo mais amplo para facilitar a entrada de um número maior de companhias no mercado venezuelano, embora ainda não esteja claro se isso ocorrerá por meio de uma licença geral.
Pressão da guerra acelera plano
A iniciativa ocorre em um momento de forte pressão sobre os preços do petróleo. Desde o início dos ataques envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, os contratos globais da commodity subiram mais de 40%, elevando também os preços dos combustíveis.
A Venezuela abriga uma das maiores reservas de petróleo do mundo, mas enfrenta queda significativa na produção, atualmente em cerca de 1 milhão de barris por dia — um terço do nível registrado nos anos 1990.
Entre as companhias que podem receber autorização do Departamento do Tesouro estão a indiana ONGC Videsh, a sueca Maha Capital e a brasileira J&F Investimentos, ligada ao grupo JBS.
O plano faz parte de uma estratégia mais ampla para atrair investimentos privados estimados em até US$ 100 bilhões ao longo da próxima década, com o objetivo de reconstruir a deteriorada infraestrutura energética venezuelana.
Nos últimos meses, o governo americano já concedeu licenças limitadas a grandes empresas como Chevron, BP, Shell, Repsol e Eni.
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