Trump compara Irã à Venezuela; Bessent diz que país pagará pelos danos no Golfo

Por Paloma Lazzaro 11 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Trump compara Irã à Venezuela; Bessent diz que país pagará pelos danos no Golfo

O Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta quinta-feira, 11, que o Irã será responsável por pagar pelos danos gerados em países do Golfo durante os ataques retaliatórios.

A ameaça ocorreu minutos após o presidente americano, Donald Trump, anunciar uma nova onda de ataques ao país asiático nesta noite e compará-lo à Venezuela.

Irã deverá custear os danos aos países do Golfo

"Qualquer dano que (o Irã) infligir aos nossos aliados no Golfo será pago com fundos retirados das contas iranianas. Quaisquer taxas pagas à Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico serão compensadas com fundos retirados de suas contas", escreveu Bessent em seu perfil na rede social X. "Cada ataque lançado pelo Irã apenas agravará as consequências econômicas e financeiras que enfrenta."

The Iranian regime will lose the zero-sum game it is playing.

Any damage it inflicts on our allies in the Gulf will be paid for with funds extracted from Iranian Accounts.

Any tolls paid to the Persian Gulf Strait Authority will be offset by funds extracted from their accounts.…

— Treasury Secretary Scott Bessent (@SecScottBessent) June 11, 2026

Após o início dos ataques americanos na terça-feira, 9, o Irã atacou bases dos Estados Unidos na Jordânia e no Bahrein durante a madrugada da quarta-feira, 10.

As forças iranianas lançaram "mísseis de longo alcance" e "atingiram e destruíram quatro grandes alvos" na Jordânia, anunciou a Guarda Revolucionária em um comunicado. As hostilidades se estenderam a outros países do Oriente Médio, como o Bahrein, onde a Guarda também anunciou um ataque contra uma base americana.

O Exército do Kuwait afirmou que suas defesas aéreas repeliram "alvos aéreos hostis", sem mencionar inicialmente a origem do ataque. O Irã já atacou bases americanas no país.

A diplomacia iraniana afirmou nesta quarta-feira que países vizinhos do Golfo têm a "responsabilidade legal e moral" de impedir os ataques americanos e israelenses a partir de seus territórios.

Trump compara o Irã à Venezuela em anúncio de novos ataques

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, 11, que os Estados Unidos irão atacar o Irã "com muita força" nesta noite.

Em publicação em seu perfil no Truth Social, Trump disse que "em algum momento num futuro não muito distante, tomaremos a Ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controle total de seus mercados de petróleo e gás".

"[Faremos] assim como fizemos com a Venezuela, o que está funcionando brilhantemente tanto para a Venezuela quanto para os Estados Unidos da América", afirmou.

Em entrevista à emissora Fox News, o mandatário afirmou que não está frustrado com o Irã. "Desativamos seus radares e mísseis. Os EUA estão sobrevoando Teerã, com aviões, e eles não têm a menor ideia. Eles estão negociando conosco para chegar a um acordo, mas são orgulhosos", disse Trump.

O presidente americano afirmou também que irá tomar a ilha de Kharg, um importante entreposto da indústria petrolífera, mas ainda quer retomar negociações. "Eu gostaria de chegar a um acordo agora. Eu preferiria não atacar pontes e usinas de energia, as pessoas não teriam água potável, eu não quero isso", afirmou. "Haverá mais bombardeios esta noite. O Irã está acabado, não quero tropas terrestres."

Impasse diplomático em meio ao frágil cessar-fogo

O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta quarta-feira que os Estados Unidos prejudicaram os esforços diplomáticos internacionais para negociar o fim da guerra entre os países.

"Infelizmente, os Estados Unidos estão prejudicando o processo diplomático com as mensagens contraditórias que estão enviando, com suas reiteradas mudanças de posição e de demandas e, o pior de tudo, com suas repetidas violações do cessar-fogo", em vigor desde 8 de abril, afirmou em um vídeo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei. "Qualquer processo diplomático é prejudicado pelo uso da força e pelo recurso a ações ilegais em campo."

Os ataques representam o momento de maior tensão entre Washington e Teerã desde a trégua de 8 de abril e foram realizados pouco após o presidente Donald Trump ter afirmado que as negociações de paz entre os dois países estavam na "fase final".

A escalada militar também diminuiu as chances de reabertura do Estreito de Ormuz, que o Irã mantém praticamente bloqueado desde o início da guerra.

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: