Trump confirma envio do 2º porta-aviões ao Oriente Médio diante do aumento das tensões com o Irã

Por Mateus Omena 14 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Trump confirma envio do 2º porta-aviões ao Oriente Médio diante do aumento das tensões com o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta sexta-feira, 13, o envio do porta-aviões USS Gerald R. Ford do Caribe para o Oriente Médio, em meio ao aumento da pressão de Washington sobre o Irã. A embarcação participou recentemente de uma operação de combate ao narcotráfico no Caribe e agora será deslocada para a região do Golfo.

A movimentação ocorre após Trump declarar, no início da semana, ao site “Axios” que avaliava encaminhar um segundo porta-aviões ao Oriente Médio caso não haja avanço nas negociações indiretas com Teerã sobre o programa nuclear iraniano, retomadas há poucos dias.

Questionado em uma coletiva na Casa Branca, o presidente afirmou que, na ausência de entendimento, o envio do Ford será “necessário”.

“Se não tivermos um acordo, precisaremos dele (o Ford). Se tivermos um acordo, ele irá embora. Irá embora muito em breve. Temos um lá fora que acabou de chegar. Se precisarmos, o usaremos. Nós o temos pronto, uma força muito grande”, declarou Trump.

A expectativa é que o Gerald R. Ford e seu grupo de escolta iniciem o deslocamento nos próximos dias para se juntar ao grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln, já posicionado no Golfo Pérsico. A informação foi divulgada por autoridades americanas citadas pelo jornal americano The New York Times e pelas emissoras ABC e Fox News.

Pressão militar sobre o Irã

O Ford será o segundo porta-aviões enviado ao Oriente Médio desde a chegada do Abraham Lincoln à região, há mais de duas semanas, acompanhado de seu grupo de escolta.

Trump declarou ainda que não tratou com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sobre eventual suspensão das conversas com autoridades iranianas. O presidente advertiu que, caso não haja pacto, Washington ativará uma segunda fase, “muito dura” para Teerã.

A ala aérea embarcada no Ford participou do ataque de 3 de janeiro a Caracas, operação que resultou na captura do agora deposto Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Segundo o New York Times, o porta-aviões não deve retornar ao porto de origem, na Virgínia, antes do fim de abril ou início de maio, período posterior ao cronograma previsto para entrada em dique seco para reparos estruturais.

(Com informações da agência EFE)

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