Trump diz esperar 'respostas corretas' do Irã sobre acordo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 20, que aguarda uma resposta “correta” do Irã nas negociações em andamento e voltou a condicionar o avanço diplomático ao cumprimento de exigências consideradas essenciais por Washington para encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro.
As declarações foram feitas durante retorno a Washington, após agenda no estado de Connecticut, em meio ao aumento da tensão entre os dois países e à tentativa de manutenção de um frágil cessar-fogo firmado em abril.
Trump afirmou que qualquer desfecho dependerá da posição iraniana e voltou a sugerir a possibilidade de ação militar caso não haja avanço nas conversas.
“Se não obtivermos as respostas corretas, tudo se precipitará muito rapidamente. Todos estamos prontos para agir”, disse o presidente. Segundo ele, os termos precisam ser “100% corretos” para evitar uma escalada.
O presidente americano também reiterou a justificativa para a intervenção dos Estados Unidos, ao afirmar que o Irã não pode desenvolver uma arma nuclear e que o conflito será encerrado “de uma forma ou de outra”.
Petróleo e Estreito de Ormuz entram no discurso
Em meio às críticas internas sobre os impactos econômicos do conflito, Trump afirmou que o preço do petróleo deve recuar nos próximos meses.
Ele citou o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia, ao afirmar que cerca de 1.600 navios carregados de petróleo devem atravessar a região “em breve”.
O corredor marítimo é considerado um dos principais pontos de atenção nas negociações, por concentrar uma fatia relevante do fluxo global de petróleo e gás natural.
Questionado sobre uma conversa recente com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, Trump afirmou que o líder israelense “fará tudo” o que for solicitado por Washington.
“Ele fará tudo o que eu quiser que faça. É um admirador muito, muito leal”, disse o presidente americano.
A declaração ocorre em meio a especulações sobre uma possível coordenação entre Estados Unidos e Israel em caso de retomada de ataques contra o Irã, cenário que ainda depende do andamento das negociações diplomáticas.
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