Trump diz não ter medo de transformar possível incursão terrestre no Irã em 'outro Vietnã'
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que não vê risco em repetir um cenário semelhante ao da Guerra do Vietnã em caso de avanço militar terrestre no Irã.
A declaração ocorreu durante pronunciamento no Salão Oval, em meio à ofensiva no Oriente Médio que já soma 18 dias.
Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de o conflito se transformar em “outro Vietnã”, Trump respondeu: "Não tenho medo de nada". A fala ocorre no contexto de uma operação conduzida em conjunto com forças de Israel na região.
A possibilidade de uma incursão terrestre tem sido considerada diante da ausência de definição sobre o encerramento da intervenção no Irã. O prolongamento das ações militares amplia o debate sobre a escalada do conflito.
Autoridades iranianas passaram a alertar os Estados Unidos sobre possíveis desdobramentos caso haja envio de tropas ao território do país. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, declarou em entrevista à emissora Sky News: "simplesmente leiam o que aconteceu no Vietnã".
Na mesma declaração, o diplomata afirmou: "Eles entendem que aqueles que os arrastaram para esta guerra (com o Irã) também podem arrastá-los para um atoleiro".
Derrota no Vietnã
O conflito no Vietnã, ocorrido ao longo da década de 1960, permanece como referência histórica de guerra prolongada para os Estados Unidos, marcada por mobilização terrestre e dificuldades operacionais no território asiático.
No final dos atritos, o governo americano saiu da guerra desgastado e sem alcançar seus objetivos. Apesar da superioridade militar e de vencerem a maioria das batalhas táticas, o exército americano falhou na tentativa de impedir a unificação comunista do Vietnã.
A retirada das tropas (1973) e a queda de Saigon (1975) marcaram uma derrota histórica, fruto de pressão interna e desgaste. O alto número de mortes — cerca de americanos — e a cobertura da mídia geraram imensa insatisfação popular e protestos nos EUA.
Impacto Econômico e incertezas do conflito
A duração indefinida da ofensiva também tem reflexos no cenário econômico internacional. Nos primeiros dias, Trump indicou que a operação poderia durar entre quatro e cinco semanas, mas posteriormente afirmou que o desfecho estaria próximo, sem apresentar prazos.
O ambiente de incerteza tem impacto direto nos mercados globais. O fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo, elevou os preços da commodity e aumentou a volatilidade financeira. O movimento intensifica o risco de prolongamento do conflito e pressiona indicadores econômicos internacionais.
*Com informações da agência EFE.
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