Trump endurece discurso sobre Irã e bolsas recuam
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que fará “o que for preciso” em relação ao conflito envolvendo o Irã.
O mandatário defende uma guerra ampla e sem prazo definido, elevando o risco de escalada militar na região.
A declaração ocorre em meio à queda nas bolsas globais e à alta nos preços da energia, em um ambiente de maior aversão ao risco por parte de investidores.
Os riscos inerentes crescem à medida que os ataques se agravam, incluindo uma guerra aérea com relatos de danos à Embaixada dos EUA em Riad, na Arábia Saudita, e a data centers da Amazon no Emirados Árabes Unidos e no Bahrein, fazendo o mercado se questionar sobre o status de segurança do Golfo Pérsico.
A questão não se limita, todavia, ao Oriente Médio, mas afeta toda a economia global, segundo fontes consultadas pela Reuters. Todos os tipos de implicações são esperados, como um potencial aumento da inflação e impactos tanto na confiança dos investidores como no crescimento econômico.
Petróleo avança pelo 3º dia consecutivo
O valor do petróleo bruto registrou crescimento pelo terceiro dia consecutivo após o Irã fechar o Estreito de Ormuz e ameaçar atear fogo aos navios-petroleiros que tentassem passar pelo canal, que é responsável pelo escoamento de um terço do óleo no mundo.
O Brent subiu 2,5% para US$ 79,64.
Contrato marítimo envolvendo a disponibilização de uma embarcação a terceiros para transporte de cargas e outros, o chamado "afretamento" de um superpetroleiro bateu recorde de preço para transportar petróleo do Oriente Médio a China, com mais de US$ 400.000 por dia, apontam dados da LSEG divulgados pela Reuters.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o país tomará medidas para mitigar o avanço no preço da energia, que está diretamente ligado ao petróleo, e que planos deverão ser anunciados ainda nesta terça-feira, 3, indicou a agência.
Índices se movimentam ao redor do mundo
Com queda de 2,3%, o índice MSCI de ações da Ásia-Pacífico, excluindo o Japão, sentiu o recuo forte das ações coreanas de até 6,5%. Os futuros do S&P 500, por outro lado, caíram 0,8% e da Nasdaq, -0,9%.
Já o índice de dólar americano, que mede a força da moeda em relação a uma cesta de seis principais moedas, ficou próximo da máxima de seis semanas, a 98.622 pontos. A moeda tem recuperado parte de seu apelo como porto seguro, de acordo com fontes ouvidas pela Reuters.
Treasuries, ouro, futuros e Japão
O rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA, Treasuries, de dez anos avançou 0,4 ponto-base para 4,05%. O ouro, um dos principais ativos de segurança do mundo, também apresentou alta de 0,6% para US$ 5.359,93.
Os futuros pan-regionais, por outro lado, caíram 0,9% no início do pregão europeu. Os futuros do DAX alemão tiveram queda de 1%, enquanto os futuros do FTSE recuaram 0,3%, conforme dados consultados pela Reuters.
No Japão, a ministra das Finanças, Satsuki Katayama, alertou os mercados cambiais ao sugerir que a intervenção continua sendo uma opção para defender o iene. A moeda está sofrendo a maior pressão de venda com o avanço do conflito no Oriente Médio, indicaram as fontes.
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