Trump quer encerrar guerra mesmo com Estreito de Ormuz fechado, diz jornal

Por Estela Marconi 31 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Trump quer encerrar guerra mesmo com Estreito de Ormuz fechado, diz jornal

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a assessores que está disposto a encerrar a campanha militar contra o Irã mesmo que o Estreito de Ormuz permaneça parcialmente fechado, segundo autoridades da administração.

Segundo o Wall Street Journal, a decisão indica que Washington pode priorizar a conclusão dos objetivos militares imediatos, como enfraquecer a Marinha iraniana e reduzir estoques de mísseis, e encerrar os ataques dentro de um prazo de quatro a seis semanas, deixando a reabertura da via marítima para um momento posterior.

A estratégia prevê intensificar a pressão diplomática sobre Teerã para restabelecer o fluxo comercial. Caso isso não ocorra, os Estados Unidos devem pressionar aliados da Europa e do Golfo a liderar esforços para reabrir o estreito.

O Estreito de Ormuz é responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo mundial, e sua paralisação já afeta cadeias globais de energia e insumos.

O prolongamento do bloqueio tem elevado os preços do petróleo, que ultrapassaram US$ 100 por barril, e gerado escassez de produtos como fertilizantes e hélio, essenciais para setores agrícolas e industriais.

Analistas avaliam que, sem a retomada da navegação segura, o Irã manterá influência sobre o comércio global até que haja acordo diplomático ou intervenção coordenada.

Estratégia dos EUA combina pressão e contenção militar

Apesar da intenção de encerrar a ofensiva, os Estados Unidos mantêm presença militar na região. Nos últimos dias, foram enviados reforços como a USS Tripoli, a 31ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais e elementos da 82ª Divisão Aerotransportada.

De acordo com o jornal, o governo também avalia a possibilidade de mobilizar mais 10 mil soldados para o Oriente Médio.

Autoridades afirmam que opções militares adicionais seguem disponíveis, mas não são prioridade no momento.

Nos últimos meses, Trump apresentou diferentes posicionamentos sobre o tema. Em alguns momentos, ameaçou atacar infraestrutura energética iraniana caso o estreito não fosse reaberto; em outros, minimizou a relevância da rota para os Estados Unidos.

O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os objetivos militares devem ser concluídos em semanas e que a questão do estreito dependerá de decisão do Irã ou de ação conjunta de uma coalizão internacional.

A Casa Branca também indicou que trabalha pela normalização da navegação, mas não incluiu a reabertura do estreito entre os principais objetivos militares imediatos.

Cerca de 40 países, incluindo Reino Unido, França e Canadá, já manifestaram disposição para contribuir com operações que assegurem a navegação.

O Tesouro dos EUA também considera a possibilidade de escolta de petroleiros por forças americanas ou por uma coalizão internacional, embora sem indicação de implementação imediata.

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