Trump recebe o presidente colombiano, Gustavo Petro, na Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu seu homólogo colombiano, Gustavo Petro, na Casa Branca nesta terça-feira, 3. A reunião ocorre após meses de trocas públicas de acusações e é vista como uma possível reviravolta na relação entre os dois países.
O encontro começou por volta das 11h (13h em Brasília), logo após a chegada do veículo de Petro à entrada oficial da Casa Branca, segundo confirmou a AFP. Trata-se do primeiro encontro presencial entre os dois líderes.
A Colômbia, maior produtora mundial de cocaína, depende do apoio de Washington para manter operações militares em áreas de cultivo. A certificação dos esforços de combate às drogas é considerada central nesse processo, mas o país perdeu esse status no ano passado, pela segunda vez em quatro décadas.
Antes da reunião, Petro afirmou, em mensagem publicada na rede social X, que o objetivo do encontro era o “combate ao narcotráfico”, a partir de uma abordagem que priorize “a vida e a paz” nos territórios colombianos.
Do lado americano, Trump busca garantias de que a Colômbia seguirá recebendo milhares de imigrantes em situação irregular deportados pelos Estados Unidos, em meio à sua campanha de deportações em massa. Na semana passada, Bogotá anunciou a retomada dos voos de aeronaves colombianas, após uma suspensão de oito meses.
A Casa Branca manteve a reunião sob discrição e sem divulgação de imagens no Salão Oval. Na véspera, Trump afirmou que pretendia discutir drogas, citando grandes quantidades que estariam saindo da Colômbia.
Relação Colombia-EUA
A relação bilateral se deteriorou ao longo de 2025, com críticas de Petro às operações americanas contra o tráfico no Caribe, classificadas por ele como “execuções extrajudiciais”. Em resposta, Washington retirou a certificação antidrogas da Colômbia, colocando em risco centenas de milhões de dólares em ajuda.
Petro chegou a mobilizar a opinião pública internacional contra Trump, participou de manifestações nos Estados Unidos e teve seu visto revogado pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio. Trump, por sua vez, acusou o presidente colombiano de ser um “líder do narcotráfico” e fez alertas públicos sobre possíveis sanções.
Nos últimos meses, porém, contatos diplomáticos foram retomados. Petro chegou a Washington acompanhado da ministra das Relações Exteriores, Rosa Villavicencio, do ministro da Defesa, Pedro Sánchez, e de autoridades de inteligência. Sánchez confirmou a extradição do traficante conhecido como Pipe Tuluá antes do encontro.
Petro deixa a presidência em agosto, enquanto Trump ainda tem cerca de três anos de mandato pela frente, com eleições de meio de mandato previstas no período.
*Com informações da AFP
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