Uber entra no ramo de hotéis e amplia aposta em virar plataforma de viagens

Por André Lopes 29 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Uber entra no ramo de hotéis e amplia aposta em virar plataforma de viagens

A Uber anunciou que usuários nos Estados Unidos agora poderão reservar hotéis diretamente pelo aplicativo, ampliando sua estratégia de se tornar uma plataforma de serviços além do transporte urbano. A novidade foi apresentada durante o evento anual Go-Get, realizado em Nova York.

No lançamento, o app passa a oferecer acesso a mais de 700 mil hotéis no mundo por meio de uma parceria com o Expedia Group, empresa de turismo que já foi comandada por Dara Khosrowshahi, atual CEO da Uber, por 12 anos.

A companhia informou ainda que imóveis de aluguel por temporada da Vrbo, startup especializada em hospedagem, também serão adicionados ao aplicativo ainda neste ano.

A movimentação reforça a tentativa da empresa de consolidar o Uber como um aplicativo central para mobilidade, alimentação e agora planejamento de viagens.

Assinantes do Uber One terão 20% de desconto em uma lista rotativa de 10 mil hotéis e ainda receberão 10% do valor gasto em créditos dentro da plataforma.

Durante o evento, Khosrowshahi afirmou que a empresa deixou de ser apenas um aplicativo de corridas ou de entregas e agora busca se posicionar como um “app para tudo”.

Segundo ele, a proposta é integrar deslocamento, consumo e turismo em uma única experiência, ampliando o tempo de permanência do usuário dentro do ecossistema da empresa.

A expansão para reservas de hotéis também aumenta a disputa com plataformas tradicionais de viagem, como Booking e Airbnb, ao mesmo tempo em que fortalece a estratégia de fidelização do serviço de assinatura Uber One.

Nova fase mira retenção e mais receita por usuário

A entrada no setor de hospedagem mostra como a Uber tenta aumentar receita sem depender exclusivamente do crescimento das corridas e das entregas.

Ao adicionar serviços de maior valor agregado, como viagens e turismo, a empresa busca elevar o gasto médio por usuário e fortalecer sua recorrência por meio de assinaturas e créditos internos.

O movimento também aproxima a Uber de um modelo mais amplo de superapp, conceito popularizado na Ásia, em que diferentes serviços convivem dentro da mesma plataforma digital.

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