UFC Perfumes chega ao Brasil: ‘Marcas fortes nascem da identificação’, diz vice-presidente
A chegada da UFC Perfumes ao Brasil não é apenas mais um lançamento no competitivo mercado de fragrâncias. Para Jonathan Romano, vice-presidente para as Américas do Weitnauer Group, o movimento revela uma mudança estrutural no consumo masculino, e, consequentemente, nas estratégias de negócio.
“Marcas fortes nascem da identificação. A fragrância garante a fidelização. Esses dois elementos precisam caminhar juntos para consolidar relevância no mercado”, afirma.
Do consumo pontual ao estilo de vida
Historicamente associada a ocasiões especiais, a perfumaria masculina passou a ocupar espaço no dia a dia. Hoje, ela se conecta diretamente à construção de identidade, impulsionada por fatores como clima, sociabilidade e influência digital.
No Brasil, esse movimento ganha força em um dos maiores mercados do mundo. O país já ocupa a segunda posição global em fragrâncias e movimentou cerca de R$ 18 bilhões no segmento masculino em 2025, com crescimento de 15% em relação ao ano anterior.
“Observamos um consumidor masculino mais engajado, que utiliza fragrâncias com maior frequência e busca produtos que traduzam identidade e pertencimento”, diz Romano.
O que isso muda nas carreiras
Esse novo comportamento tem impacto direto nas competências mais valorizadas pelas empresas.
Se antes bastava conhecer o produto, hoje profissionais precisam entender o contexto cultural e emocional que envolve o consumo. Áreas como marketing, branding e experiência do cliente ganham protagonismo.
Entre as habilidades mais demandadas estão:
Na prática, isso significa que o profissional precisa ir além da execução e atuar de forma mais estratégica.
Jonathan Romano, vice-presidente para as Américas do Weitnauer Group: “Observamos um consumidor masculino mais engajado, que busca produtos que traduzam identidade e pertencimento” (UFC Perfumes /Divulgação)
Brasil como motor de crescimento - e de oportunidades
A escolha do Brasil como mercado-chave para o lançamento da UFC Perfumes não é por acaso. O país combina escala de consumo, afinidade cultural com o universo do esporte e um consumidor cada vez mais sofisticado.
Além disso, há um fator simbólico importante: o UFC conta com uma base massiva de fãs no Brasil, o que reforça a conexão da marca com o público local.
“O Brasil reúne todos os elementos para se tornar um dos principais mercados da linha no mundo. Existe escala, cultura e um consumidor pronto para essa proposta”, afirma Romano.
Esse cenário também impulsiona o mercado de trabalho, abrindo espaço para profissionais que saibam navegar entre dados, cultura e comportamento.
Quanto custará o perfume?
Entre as fragrâncias, o UFC Ultimate K.O. foi criado pelo perfumista Jordi Fernandez, da casa de fragrâncias Givaudan, que combina notas de lavanda, cardamomo e laranja na saída, evoluindo para um caramelo, flor de laranjeira e sálvia, sobre uma base marcante de cedro e âmbar.
O resultado é uma fragrância oriental amadeirada. Disponível em Eau de Parfum, no tamanho de 100 ml, tem preço sugerido ao consumidor entre R$ 399 e R$ 430.
Como extensão da experiência da marca, a fragrância também será apresentada em formato gift set, que reúne o perfume de 100 ml e desodorante aerossol de 200 ml. O conjunto é acondicionado em uma lata exclusiva, com design inspirado no universo do UFC, reforçando o apelo colecionável e presenteável da linha. O gift set tem preço sugerido de R$ 486,00.
Lutador Matheus Albino (UFC Perfumes /Divulgação)
Construção da marca e escala de venda
Outro ponto central da estratégia da empresa, e um aprendizado relevante para carreira, está no foco de longo prazo.
Em vez de priorizar vendas imediatas, a companhia aposta na construção de marca, com presença em até 2.000 pontos de venda em todo o Brasil e forte atuação digital já no primeiro ano.
“O foco inicial não está apenas em vendas, mas na construção de base. Visibilidade, distribuição e conexão com o consumidor são os pilares”, diz o executivo.
A expansão da UFC Perfumes no Brasil é um exemplo de tendência de vendas: produtos deixaram de ser apenas funcionais e passaram a representar estilo de vida.
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