Uganda confirma novos casos de ebola

Por EFE 23 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Uganda confirma novos casos de ebola

Três novos casos do vírus do ebola foram confirmados em Uganda, o que eleva para cinco os contágios no país após a declaração, no último dia 15, de um surto no leste da vizinha República Democrática do Congo (RDC), informou neste sábado o Ministério da Saúde ugandense, que pediu calma à população.

Em um comunicado, o Ministério apontou que entre os novos casos figura "um motorista ugandense que transportou o primeiro caso confirmado no país" e que "atualmente está recebendo tratamento".

Os outros dois correspondem a "uma profissional de saúde ugandense que foi exposta ao vírus enquanto atendia o primeiro caso confirmado no país" e que "também está recebendo tratamento"; e a uma mulher congolesa, residente na RDC, que entrou em Uganda.

"A paciente entrou em Uganda procedente da RDC com sintomas abdominais leves", explicaram as autoridades ugandenses.

Essa mulher viajou de Arua (cidade do noroeste de Uganda próxima à fronteira com a RDC) ao aeroporto de Entebbe, que atende a capital Kampala, em um voo fretado e buscou atendimento médico no dia 10 de maio em um hospital particular da capital.

"Ela foi tratada inicialmente e recebeu alta em bom estado de saúde no dia 14 de maio de 2026, após o qual retornou à RDC.

Posteriormente, o Ministério da Saúde recebeu um aviso do piloto que a havia transportado de avião, o que motivou um monitoramento adicional por parte das equipes de vigilância", explicou a pasta.

Por fim, foi coletada uma amostra da mulher congolesa, que testou positivo para a doença do vírus do ebola.

O Ministério da Saúde enfatizou que "todos os contatos vinculados aos casos confirmados foram identificados e estão sendo monitorados e acompanhados de perto pelas equipes de resposta".

Chances de sobrevivência

O órgão instou toda a população a "manter a calma, a vigilância e a continuar observando todas as medidas preventivas recomendadas", além de informar imediatamente sobre qualquer sintoma suspeito de ebola ao centro de saúde mais próximo.

"O tratamento precoce melhora consideravelmente as chances de sobrevivência", lembrou o Ministério, que continua "reforçando a vigilância, a gestão de casos, o rastreamento de contatos e as campanhas de conscientização pública para conter o surto".

Até hoje, Uganda havia confirmado dois casos positivos de ebola importados da RDC, incluindo um óbito em um hospital particular de Kampala.

O surto, declarado na província congolesa de Ituri (nordeste), corresponde à cepa Bundibugyo do ebola, cuja taxa de letalidade oscila entre 30% e 50% e para a qual não existe vacina autorizada ou tratamento específico, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A OMS elevou ontem para 177 o número de mortes suspeitas pela epidemia da RDC e relatou 750 casos também suspeitos.

O vírus provavelmente começou a circular em Ituri há dois meses, segundo a OMS, que declarou no último domingo o surto como uma "emergência de saúde pública de importância internacional", embora considere "baixo" o risco global de epidemia.

Diferentes países africanos reforçaram os controles sanitários e Ruanda chegou a fechar suas fronteiras.

Trata-se do 17º surto registrado na RDC desde que o vírus foi detectado pela primeira vez em 1976.

O vírus do ebola é transmitido por contato direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados e causa febre hemorrágica grave, vômitos, diarreia e hemorragias internas.

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