'Uma civilização morrerá hoje', diz Trump sobre ultimato ao Irã

Por Tamires Vitorio 8 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
'Uma civilização morrerá hoje', diz Trump sobre ultimato ao Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que uma “civilização inteira” pode desaparecer e sugeriu uma possível mudança de regime no Irã em publicação feita em seu perfil na rede Truth Social às vésperas do final de seu ultimato de 48h para que o país reabra o Estreito de Ormuz.

Na publicação, Trump disse que o mundo vive “um dos momentos mais importantes da história” e mencionou o fim de “47 anos de extorsão, corrupção e morte”. Ele também indicou que novos líderes no país poderiam abrir espaço para transformações.

A declaração ocorre em meio à escalada do conflito entre EUA e Irã, que já se aproxima de 40 dias.

"Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá", escreveu Trump. "Contudo, agora que temos uma Mudança de Regime Completa e Total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE? Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!"

Nesta terça-feira, 7, às 21h, no horário de Brasília, vence o prazo estabelecido por Trump para que o Irã aceite um acordo. Caso contrário, o presidente ameaçou lançar um ataque de grande escala contra o país.

Segundo Trump, a ofensiva poderia atingir infraestrutura crítica. Ele afirmou que pontes e usinas de energia poderiam ser destruídas em poucas horas, levando o Irã de volta à “idade da pedra”.

Apesar do ultimato, a proposta não inclui um cessar-fogo. O Irã poderia evitar novos ataques ao reabrir o estreito, mas os EUA não se comprometeram a parar com os bombardeios atuais, que têm como alvo instalações militares e nucleares.

Na segunda-feira, 6, Trump reforçou a pressão em entrevista coletiva. Ele declarou que os EUA poderiam assumir controle total do país em uma única noite e indicou que uma ação poderia ocorrer já nesta terça.

Ao longo da fala, alternou ameaças com sinais de negociação. Disse que há interlocutores iranianos interessados em um acordo, mas não detalhou condições além da reabertura do estreito.

Risco de escalada regional

O governo iraniano rejeitou uma proposta de cessar-fogo nesta terça-feira, 7, e afirmou que busca um “fim definitivo” do conflito. Segundo o The New York Times, um plano com dez pontos apresentado por Teerã foi recusado pelos americanos.

O país também prometeu retaliações caso sua infraestrutura seja atingida.

No campo militar, Trump afirmou que a Marinha iraniana foi destruída e que o país perdeu o controle do espaço aéreo. Ainda assim, o Estreito de Ormuz permanece fechado, e um caça americano foi abatido recentemente em território iraniano.

Paralelamente, Israel mantém bombardeios no Irã e no sul do Líbano, mirando alvos associados ao Hezbollah, grupo apoiado por Teerã.

A combinação de ultimatos, operações militares e ausência de um acordo claro mantém o conflito em aberto, com possibilidade de intensificação nas próximas horas.

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