United tenta fusão com American Airlines, mas proposta é rejeitada
A tentativa de fusão entre as companhias aéreas United Airlines e American Airlines não avançou. O CEO da United, Scott Kirby, disse que procurou a rival, mas a proposta foi rejeitada, segundo informação da CNBC.
Ele apresentou uma proposta para combinar as operações e criar uma empresa maior, com mais capacidade de competir no mercado global, por acreditar no potencial da união e compartilhar essa visão com a American.
Mas o CEO da American Airlines, Robert Isom, já havia dito dias antes que uma fusão desse tipo seria ruim para os consumidores e reduziria a concorrência. Ele não comentou novamente após a fala recente de Kirby.
Kirby reconheceu que uma operação desse tamanho só acontece se houver interesse dos dois lados. Sem isso, não há negociação possível. Ele também indicou que o tema deve ficar fora da mesa por um bom tempo.
"Os comentários públicos da American deixam claro que uma fusão como essa está fora de questão num futuro próximo", acrescentou o dirigente da United, pontuando que a rival "fechou as portas publicamente".
Governo também é contra
A proposta ainda enfrentaria outro obstáculo importante: o governo dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump disse, em fala repercutida pela CNBC, que não gosta da ideia de fusão entre as empresas.
Todavia, ao defender a ideia, Kirby citou a competição de outras aéreas fora dos EUA, que operam mais da metade dos voos de longa distância para lá, muitas vezes levando passageiros estadunidenses.
"A escala combinada da United e da American seria uma maneira melhor de competir com as companhias aéreas estrangeiras", detalhou.
O setor, porém, segue em movimento: a Spirit Airlines, companhia de baixo custo, está em negociações com o governo americano para um possível apoio financeiro, disse a CNBC.
Trump também detalhou que prefere a compra da Spirit, em vez de uma fusão entre as aéreas, mas sugeriu que o governo federal poderia "dar uma ajudinha nesse caso."
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