Uso de carvão ganha força no mundo com alta do preço do petróleo
Desde os primeiros ataques dos Estados Unidos ao Irã, o abastecimento e o preço dos combustíveis tornaram-se questões de debate. Com o encarecimento, alguns países passaram a buscar alternativas energéticas, como o carvão.
Na Ásia, os países começaram a aumentar o consumo de carvão para suprir as necessidades energéticas e evitar desabastecimento devido à falta de combustível. A pesquisadora da Zero Carbon Analytics, Amy Kong, explica que a urgência evidencia a necessidade de diversificação das fontes.
A atual crise relacionada ao petróleo e gás no Irã mostra a importância de possuir fontes de energia que não dependam do mercado global de commodities, como o carvão.
O bloqueio do Estreito de Ormuz é o principal culpado pela preocupação dos países asiáticos. Cerca de 80% do volume de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) que transitava pela região tinha a Ásia como destino.
Em Cuba, a crise é agravada pelas interrupções do fornecimento do petróleo venezuelano após sanções americanas contra o país em janeiro.
Desde então, apagões diários, falta de água, lixo acumulado nas ruas e problemas com transporte se tornaram rotina no país.
Os cubanos tentam contornar a situação por meio da chamada "engenharia da necessidade". Uma das mudanças mais criativas foi a adaptação de um veículo para que ele pudesse rodar com abastecimento de carvão.
Sem transporte público adequado, os donos de veículos buscam formas de utilizar os carros e motos mesmo num cenário sem combustíveis tradicionais.
O Brasil importa petróleo do Irã?
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), nos últimos anos, o Brasil não esteve entre os principais compradores de petróleo do Irã. O país persa é o 28º parceiro comercial em exportações e o 72º em importações.
Ainda assim, os conflitos no país podem impactar o Brasil.
Os principais efeitos têm sido observados no preço do diesel. Aproximadamente 30% do volume consumido no mercado nacional é importado e o conflito entre os Estados Unidos e o Irã afetou diretamente a rota de comercialização e preço do combustível.
Nos últimos dias, os caminhoneiros cogitaram a possibilidade de uma paralisação contra o valor do diesel, mas, por enquanto, a situação foi contornada.
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