Vai ter greve no Metrô de SP? Sindicato se mobiliza contra PDI e terceirizações
O Sindicato dos Metroviários de São Paulo discute nesta semana a ampliação da campanha de reivindicações, com possibilidade de paralisação dos serviços no Metrô.
A assembleia está marcada para esta quarta-feira, dia 11, e deve definir os próximos passos da mobilização.
Entre os principais pontos de insatisfação estão o plano de carreira proposto pela companhia, o avanço da terceirização nos setores de manutenção e a ausência de novos concursos públicos para contratação.
A categoria permanece em estado de greve, com trabalhadores usando camisetas do sindicato nas estações como forma de protesto.
Segundo o sindicato, parte dos trabalhadores demonstra interesse em aderir a um novo Plano de Demissão Incentivada (PDI), mas aguarda condições mais favoráveis.
Desde 2016, o Metrô já lançou três Programas de Demissão Voluntária (PDVs) e cinco PDIs. Os funcionários alegam que a empresa estuda abrir mais uma rodada do programa mesmo sem concluir as demissões acordadas no último ciclo.
Outro ponto de tensão envolve a redução do quadro funcional. A entidade afirma que, ao longo dos últimos dez anos, houve demissões sem a devida reposição de pessoal. O número exato de cargos vagos, no entanto, não foi informado pelo sindicato.
A assessoria de imprensa da entidade sindical declarou que qualquer paralisação será comunicada com antecedência, embora a possibilidade de greve permaneça em aberto.
O sindicato afirma ainda que a mobilização também é contra o processo em curso da privatização das linhas 1, 2 e 3 do Metrô.
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