Vale aponta para o futuro: 'Queremos protagonismo no cobre', diz CEO

Por institucional 23 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Vale aponta para o futuro: 'Queremos protagonismo no cobre', diz CEO

Uma das maiores operações de mineração do mundo funciona como uma cidade industrial erguida a 700 quilômetros de Belém, Amazônia adentro. É de Carajás, no sudeste do Pará, que saem, todos os anos, cerca de 170 milhões de toneladas de minério de ferro, escoadas por uma ferrovia de quase 1.000 quilômetros até o litoral do Maranhão.

Ao longo do trajeto, os trens atravessam a floresta até chegar ao Porto de Ponta da Madeira, em São Luís, de onde a produção é exportada para todo o mundo, majoritariamente para a China. O conjunto formado por minas, ferrovia e porto fez da Vale, nos últimos 40 anos, um colosso global da mineração.

Mas, para além do minério de ferro, a região de Carajás tem outro negócio cada dia mais promissor. A região abriga os principais ativos de cobre da companhia.

No ano passado, a Vale produziu 382.000 toneladas do metal. Desse total, 290.000 vieram da operação paraense. Ainda é pouco perto dos nove digitais do minério. Mas 1 tonelada de cobre vale 13.000 dólares, cerca de 100 vezes mais que o minério de ferro. E seu potencial de crescimento é tão expressivo que, sozinho, o negócio de cobre pode valer, segundo as mais recentes estimativas, metade do valor de mercado de 389 bilhões de reais da Vale.

“Esse negócio estava escondido dentro da Vale”, diz Gustavo Pimenta, em entrevista à EXAME. “Queremos um portfólio vencedor, exposto às tendências das próximas décadas: inteligência artificial, descarbonização, eletrificação. Tanto o minério de ferro de alto teor quanto o cobre estão expostos a essas tendências.”

Carajás para além do minério: a Vale vai destinar 3,5 bilhões de dólares para a extração de cobre na região (Germano Lüders/Exame)

O cobre é insumo essencial de motores elétricos, redes 5G e data centers de inteligência artificial. Um estudo da S&P ­Global mostra que a demanda por cobre no mundo vai saltar de 28 milhões de toneladas métricas em 2025 para 42 milhões de toneladas até 2040. Sem novos investimentos ou ajustes significativos na produção, a oferta atual do metal não vai ser capaz de acompanhar o ritmo da demanda, resultando em um déficit de 10 milhões de toneladas.

Os preços do cobre na London Metal Exchange (LME), referência para o mercado global, e na Comex, benchmark do mercado americano, bateram marcas históricas neste ano.

Não à toa a matéria-prima ganhou foco no investimento de 3,5 bilhões de dólares que a Vale anunciou recentemente para sua divisão de metais. Nos próximos cinco anos, 100% desses recursos serão destinados à produção de cobre em Carajás. Até 2035, a Vale quer dobrar o volume para 700.000 toneladas anuais e chegar a 1 milhão nos anos seguintes.

Se tivesse essa produção nos dias de hoje, a empresa estaria entre as cinco maiores produtoras de cobre do mundo, lista que conta com ­nomes como o da chilena ­Codelco, a americana Freeport-McMoRan e o BHP Group, da Austrália. E faturaria mais de 10 bilhões de dólares, considerando a cotação do metal usada para calcular o último balanço da empresa.

Pilha de cobre em Salobo: principal ativo da Vale Base Metals em Carajás (Ricardo Teles/Divulgação)

“O mercado de cobre é sólido pelo lado da demanda, mas pelo lado da oferta há uma dificuldade de crescimento”, diz Daniel Sasson, chefe de análise do setor de mineração no Itaú BBA. “Está cada vez mais difícil para as empresas aumentarem, organicamente, a produção.”

O gargalo é decorrente de dificuldades de obtenção de licenças para expandir áreas, além da vida útil reduzida das minas existentes. “Colocar uma operação de cobre de pé demora de 10 a 15 anos, entre mapear os espaços, conseguir licenças ambientais e abrir a mina. Há toda uma questão regulatória e logística e, em Carajás, a Vale já tem isso tudo estruturado”, afirma ­Rodrigo Andrade, chefe de ações da ­Vinland, gestora com posição na companhia.

Maior eficiência em minério de ferro

O desafio da Vale, no negócio de minérios, é ganhar mais eficiência para ganhar mercado de concorrentes. A empresa perdeu o posto de maior produtora de minério de ferro em 2019, com parte de sua produção paralisada após o rompimento da Barragem de Brumadinho.

Esse status foi recuperado no ano passado, ao atingir o volume de 336 milhões de toneladas. O custo de produção por tonelada ficou dentro da meta estabelecida para 2025, em 21,3 dólares. O preço do minério de ferro, que ultrapassou os 200 dólares no pico de 2021, tem conseguido se manter acima dos 100 dólares nos últimos anos, mesmo com a percepção de que está sobrando matéria-prima no mercado.

“Todo mundo acha que há um excesso de oferta no mercado e que a demanda não vai crescer”, diz um gestor, especialista em commodities, ouvido pela reportagem. “A grande conclusão do mercado é a de que o mundo não precisa mais de minério.”

A produção de aço chinês, que por anos sustentou a demanda pela commodity, vem caindo gradativamente. Mas as compras chinesas não desaceleraram. Pelo contrário, bateram o recorde de 1,26 bilhão de toneladas no ano passado. Ainda que a siderurgia não esteja mais sustentando a demanda, os chineses estão aproveitando os preços mais baixos da matéria-prima, segundo as consultorias, para fazer estoques — visando novas medidas de estímulo à economia e obras de infraestrutura, já que o mercado imobiliário do país entrou em declínio.

Mineração em pauta: sauditas lideram discussões em fórum internacional e também são sócios da VBM (Lucas Amorim/Exame)

Revisitando um negócio

A Vale não é novata no negócio de metais. Está no ramo há pelo menos 20 anos e se tornou uma das maiores produtoras de níquel do mundo ao adquirir a canadense Inco, em 2006.

O níquel também é um dos metais da transição energética e continua tendo valor estratégico para a companhia. O volume do ano passado alcançou 177.000 toneladas. Cerca de 60% do níquel consumido pelo mercado americano sai da Vale. Mas, ao contrário do cobre, o metal não é considerado um condutor elétrico insubstituível, e seu valor tem sido pressionado por um excesso de oferta, concentrada na Indonésia, que controla mais de 60% da produção global.

No ano passado, o preço do níquel chegou ao seu menor nível em cinco anos. Atualmente, a Vale produz o metal no Brasil, em Onça Puma, e em operações no Canadá remanescentes da Inco.

Por muitos anos, a Vale teve dificuldades em extrair valor do negócio de metais depois de pagar mais de 13 bilhões de dólares na mineradora canadense.

“Era uma empresa com alguns ativos bons, mas que precisavam de uma série de investimentos que não foram feitos pela Vale”, diz um gestor. “Durante muito tempo, a empresa praticamente só perdeu dinheiro com o negócio de metais básicos”, complementa.

Ainda no início da década passada, a companhia colocou em ação um longo plano de desinvestimentos que culminou com a venda de ativos não estratégicos e de participações em operações como em Nova Caledônia, no Pacífico Sul, e na Indonésia.

Em fevereiro último, a Vale também vendeu o controle da Thompson, uma operação de níquel na província canadense de Manitoba, e passou a operar a mina em consórcio com outras empresas.

Obstinada a ter um papel de protagonismo em metais críticos, a Vale separou a divisão em uma entidade independente, com governança própria. A Vale Base Metals (VBM) ganhou autonomia em 2023, num movimento amplamente elogiado por analistas e gestores. A empresa passou a ter uma gestão focada no negócio de metais e com remuneração atrelada aos resultados do segmento, não mais à operação da Vale como um todo.

Em 2025, a VBM obteve receita de 8,27 bilhões de dólares e Ebitda ajustado de 3,28 bilhões. “Essa talvez seja a principal transformação que a companhia já fez até hoje”,  afirma Andrade, da Vinland. Atualmente, a Vale “mãe” é dona de 90% da VBM. Os outros 10% pertencem à saudita Manara Minerals, que adquiriu a participação por 2,5 bilhões de dólares em 2024. A transação avaliou o negócio em 26 bilhões de dólares. Hoje, no cálculo dos analistas, vale bem mais.

Para Sasson, do Itaú BBA, a Vale acerta ao concentrar investimentos da VBM em Carajás, que o analista chama de “melhor ativo do mundo”. “Tanto para minério quanto para o cobre, a Vale tem os produtos de maior qualidade no quintal de casa. Uma operação no Brasil é muito mais fácil de gerir do que sair comprando mina de cobre em outras regiões do mundo.”

A VBM, historicamente, contribuía com 10% a 15% do Ebitda da Vale. Em 2025, esse percentual já subiu para 22%, e a expectativa é de que chegue a 26% neste ano. No longo prazo, a companhia projeta uma contribuição de 30% a 35%. “Ainda que os preços dos metais ajudem a elevar os resultados, temos visto melhora nos últimos anos daquilo que está nas mãos da Vale, como produção e custos”, avalia Sasson. A Europa hoje é a principal cliente da empresa (veja quadro na página 36), absorvendo 55% das vendas de cobre e 28% das de níquel, o que o JP Morgan vê como uma proteção aos riscos geopolíticos.

A venda de minério de ferro, por sua vez, é concentrada no continente asiático. A China absorve até 70% dos volumes, enquanto Japão e Coreia, até 15%.

A VBM descreve seus projetos como de baixa intensidade de capital e alto retorno. A maioria é voltada à extensão de vida útil de minas que já estão em operação. As minas de cobre exigem maior processamento da rocha do que na extração do minério de ferro e por isso costumam ter longevidade reduzida.

É o caso do Complexo Minerador Sossego, que deve atingir o total exaurimento em 2030. “Projetos como Bacaba garantirão que a planta de processamento da unidade continue em operação enquanto projetos subsequentes, como Cristalino e 118, são desenvolvidos para garantir a extensão da vida útil do complexo para além de 2060”, diz Alfredo Santana, diretor global de operações da VBM. Todos esses são projetos-satélites que serão implementados no entorno de Sossego, utilizando a estrutura e os sistemas existentes do complexo para processar a matéria-prima oriunda de minas vizinhas. Bacaba é uma delas e obteve licença de implantação no começo deste ano.

Aposta no cobre: insumo essencial para eletrificação bateu recordes de preço em 2026 (CN-STR/AFP/Getty Images)

A mina de Salobo, principal jazida de cobre da empresa e maior do Brasil, bateu recorde de produção no ano passado. “É lá que está um dos principais potenciais minerários do mundo”, afirma o CEO da Vale (leia mais trechos da entrevista abaixo). “O teor de cobre médio que temos encontrado naquela região é superior ao que o mundo hoje é capaz de oferecer.

No geral, os projetos estão saindo com teor de 0,6% a 0,8%. A nossa média é de 2%”, diz o executivo. Na prática, quanto maior é esse percentual, menor é o trabalho de processamento da rocha, o que também reduz custos — algo que a Vale tem controlado com rigor.

A companhia vem sendo desafiada a conciliar investimentos com disciplina de capital. As tragédias provocadas pelo rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho mudaram não só a governança da empresa e sua relação com a sociedade e reguladores. Também afetaram o balanço da companhia e a disponibilidade de caixa, que, além de novos aportes, financiam dividendos. Os acordos judiciais relativos aos desastres somam mais de 200 bilhões de reais.

“Nos últimos dois anos, esses têm sido pagamentos realmente pesados para o cashflow da empresa. E é provável que um alívio venha somente no ano que vem ou em 2028”, afirma Rodrigo Glatt, sócio-fundador da gestora de recursos independente GTI, que teve a Vale como principal posição entre 2022 e 2025 — “hoje ela ainda é top five”, diz.

Inteligência artificial e data center: demanda dobrada por cobre até 2040 (Germano Lüders/Exame)

Glatt avalia que faz sentido a Vale pensar em outras estratégias para financiar seu negócio de metais. E uma oferta pública de ações da VBM seria uma opção. Pelos cálculos da GTI, a empresa poderia ser avaliada em até 35 bilhões de dólares se fizesse um IPO, algo em torno de 175 bilhões de reais pelo câmbio atual.

No fechamento desta reportagem, a Vale tinha pouco mais do que o dobro desse ­market cap (389 bilhões). Rodrigo Andrade, da Vinland, também defende um spin-off da VBM na bolsa. Segundo ele, o negócio de metais fica ofuscado dentro do core business de mineração da Vale e dificulta uma visão mais ampla do investidor sobre o potencial do segmento. “Impede que ele seja comparado a outros pares no mercado, por exemplo”, diz o analista de ações.

As empresas de cobre, explica Sasson, da Itaú BBA, negociam a múltiplos muito mais altos do que a Vale atualmente. “Se você consegue precificar um pedaço do seu negócio de acordo com os múltiplos das empresas que têm aquilo como core business, há um destravamento de valor significativo”, afirma. O analista, porém, ressalva que a disponibilidade de caixa de um eventual IPO não é um gargalo para a VBM acelerar o crescimento em cobre. “Expandir dependeria muito mais de uma questão de obtenção de licenciamentos, o que passa por diversas etapas”, diz.

Carros elétricos: cobre em motores, baterias e infraestruturas de carregamento (Leandro Fonseca/Exame)

Gustavo Pimenta entende que a percepção de valor do mercado sobre a VBM não se ampara apenas na forma como o negócio opera hoje, mas também leva em conta a agenda de crescimento. Com as mudanças estruturais dos últimos anos — a separação dos negócios e a adoção de uma governança própria —, a empresa fica preparada para um eventual IPO. Mas, segundo Pimenta, é possível atingir as metas de expansão sem apelar, necessariamente, para uma oferta pública de ações.

“O IPO — ou qualquer transação de mercado — não pode ser um fim em si mesmo. Ele é um meio para viabilizar movimentos estratégicos. Hoje, para sair de 380.000 para 700.000 toneladas, não precisamos necessariamente de um IPO. A geração de caixa e o plano de investimentos já são suficientes para financiar esse crescimento sem alterar nossos planos”, diz.

Outra opção é um acordo nos mesmos moldes do que a VBM fez com a Manara Minerals, trazendo outros investidores privados. “Nada está descartado, mas também não é imprescindível, diz Pimenta. “Vamos buscar a melhor forma de financiar um eventual crescimento.” A Vale construiu sua história dominando o mercado de minério de ferro. Agora, com investimentos bilionários no cobre de Carajás, a empresa se posiciona para atender às demandas de uma nova economia, cada vez mais embasada na tecnologia e na eletrificação. É o começo de uma Vale, digamos, high-tech.

'Queremos protagonismo no cobre'

Gustavo Pimenta, CEO da Vale, fala das ambições da companhia para sua divisão de metais após investimento bilionário que deve dobrar a produção

Gustavo Pimenta: “Não vejo ninguém crescendo nesse segmento como a gente” (Leandro Fonseca/Exame)

Qualquer analista de mercado que fale sobre a tese da Vale hoje entra, necessariamente, no tema dos metais críticos. O “tesouro escondido” com cifras modestas perto dos números pujantes do minério de ferro. Se hoje a produção de cobre tem brilho próprio nas análises de ações, é graças ao envolvimento da atual gestão na reestruturação que separou os negócios e destravou valor para ambos.

Em entrevista exclusiva à EXAME, o CEO Gustavo Pimenta revela que alguns projetos da atual Vale Base Metals estavam emperrados havia 18 anos. Agora, além de ser reconhecida no mundo pela produção do minério, a companhia quer ser notada globalmente pela produção metálica.

Quando foi que a Vale percebeu que a divisão de metais funcionaria melhor como um negócio apartado?

Eu me envolvi muito com esse negócio de metais de transição desde a minha chegada, até antes de me tornar CEO. A gente enxergava um grande potencial de geração de valor, mas precisava fazer algum dever de casa. Entendemos que era hora de dar foco aos metais, sem desfocar o minério, criando uma organização que pudesse se dedicar exclusivamente ao desenvolvimento desse negócio. Criamos um conselho de administração, separamos a gestão, trouxemos um presidente e mudamos, inclusive, os sistemas de incentivo. Quase três anos depois, vemos que essa estratégia deu muito certo.

As coisas saíram conforme o esperado?

O negócio está com um desempenho operacional que talvez seja o melhor da nossa história. Entregamos acima do guidance de produção e custos abaixo das projeções. Era uma condição necessária para que pudéssemos sonhar com voos mais altos e colocar nossa agenda de crescimento em ação.

A separação também trouxe algum benefício para a operação de minério de ferro?

Eu sempre dou o exemplo do meu antigo responsável pela área de projetos. Essa pessoa cuidava de um projeto no norte do Canadá e, simultaneamente, de um projeto em Carajás. Obviamente, esse não era o melhor desenho. Os dois negócios ganharam foco de gestão. E a Vale, como holding, continua dando os direcionamentos estratégicos. Continuamos dizendo o que queremos, o que não queremos, qual é a visão de longo prazo. Isso continua sendo um direcionamento da matriz.

Como a companhia identifica e desenvolve oportunidades em cobre?

Há muito tempo identificamos oportunidades de crescimento em Carajás, mas não tínhamos nos estruturado da melhor forma para capturar esse benefício. Alguns dos projetos que desenvolvemos hoje já estavam na carteira em 2008. Carajás ficou subdesenvolvido do ponto de vista do cobre. O potencial dali é enorme. Triplicamos o volume de investimento em exploração para conhecimento dos corpos minerários. Trouxemos pessoas especialistas em desenvolvimento desse tipo de metal, de todo o mundo.

Por que o cobre ocupa um papel tão central nessa estratégia de crescimento?

Temos uma visão muito positiva em relação ao posicionamento do cobre no médio e longo prazo. A gente vai reduzir as emissões de carbono a partir do momento em que eletrifica o mundo, e isso passa necessariamente pelo metal, que não tem substituto direto. Tem sido desafiador trazer novas minas e desenvolver novos projetos. As grandes minas de cobre hoje estão perdendo teor. Há uma equação de oferta e demanda muito favorável.

Quanto essa diversificação também facilita a interlocução com o poder público para a obtenção de licenças ambientais, por exemplo?

O Brasil tem um potencial minerário muito grande. Por isso acho que a oportunidade de desenvolver, acelerar e posicionar o país e a Vale na oferta desses minerais é única. Essa agenda também coincide e favorece o diálogo com os governos, sejam estaduais, seja federal, porque gera investimento. A Vale é uma empresa que emprega muito, paga muito imposto e gera muito resultado positivo para o país.

A Vale pretende ampliar seu portfólio de produção?

Pelo tamanho da companhia, pela nossa relevância e por estarmos aqui no Brasil, que tem um enorme potencial, estamos sempre avaliando se faz sentido introduzir uma quarta commodity no nosso portfólio. Mas eu diria que, com base nos exercícios que temos feito e na análise aprofundada de oferta, demanda e fundamentos de longo prazo, nossa visão hoje é de que a melhor alocação de capital e as melhores oportunidades estão naquilo que conhecemos.

A companhia quer ser líder na produção de minério de ferro. Quais são as ambições da VBM com os metais?

O que está colocado é pelo menos dobrar a nossa capacidade de produção de cobre, e seguimos avaliando se dá para fazer mais do que isso. Precisamos concluir estudos para nos sentirmos confortáveis em colocar outro guidance para o mercado. Mas vejo a Vale sendo protagonista nesse segmento. Partimos de uma base mais baixa, mas talvez tenhamos o maior potencial de crescimento da indústria. Do ponto de vista de crescimento, não vejo ninguém — nem entre nossos principais concorrentes — com um pipeline tão robusto quanto o nosso. Nosso trabalho agora é entregar esses projetos, desenvolvê-los e acelerar esse desenvolvimento. Isso nos colocará no ranking das principais empresas de cobre do mundo.

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