Vale fecha parceria de hidrogênio que pode beneficiar o Maranhão
Hanover - A mineradora brasileira Vale e a Green Energy Park Global (GEPG) fecharam uma parceria para desenvolver um projeto envolvendo hidrogênio verde na produção de aço, que poderá ser instalado no Maranhão.
A iniciativa se chama Hydeas (Aliança para a Descarbonização de Hidrogênio no Aço, na sigla em inglês) e foi anunciada durante a feira industrial Hannover Messe, na Alemanha.
O projeto, ainda em fase de estudos, prevê construir uma grande plataforma de produção de aço verde (produzido de forma menos poluente), e que inclua também o hidrogênio verde e a produção de ferro de maneira mais sustentável.
Os estudos iniciais apontam que o Maranhão é o estado com maior potencial para receber o projeto, por unir acesso fácil à energia renovável, boa logística e minério de ferro de alta qualidade.
"O estado oferece estruturas de portos e ferrovias já existentes, o que reduz significativamente o risco do projeto e permite uma escalada industrial rápida", diz o comunicado, divulgado pela GEPG.
O projeto ainda precisa ser aprovado pelas empresas, para depois seguir para a etapa de financiamento e implantação.
“O projeto Hydeas visa construir uma nova ponte industrial entre o Brasil e a Europa, ancorada no hidrogênio, na competitividade e na criação de valor a longo prazo. Não estamos criando um projeto piloto, mas um novo paradigma industrial", disse Bart Biebuyck, CEO da GEPG.
Entenda o que é aço verde
O uso do hidrogênio tornaria a produção de ferro no Brasil mais limpa, assim como a do aço na Europa.
O hidrogênio verde (obtido a partir de energias limpas) seria usado no processo de DRI (Direct Reduced Iron), em que o minério de ferro é aquecido e se torna mais concentrado, para ser enviado às siderúrgicas. O processo pode ser feito com hidrogênio em vez de carvão, o que reduz a poluição emitida no processo.
A produção de aço é uma das atividades que mais geram poluição, pois depende muito da queima de materiais a altíssimas temperaturas. Estudos apontam que 7% das emissões mundiais de gases de efeito estufa são provenientes do setor.
O repórter viajou a convite da Câmara de Comércio Brasil-Alemanha
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: