Varejo cresce 0,5% em março e tem alta de 4% na comparação anual, diz IBGE
O volume de vendas do comércio varejista brasileiro cresceu 0,5% em março na comparação com fevereiro, já descontados os efeitos sazonais, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 13, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGE).
Com o resultado, o setor acumula alta de 2,4% no ano e avanço de 1,8% em 12 meses.
Na comparação com março de 2025, o varejo avançou 4%, com crescimento em todas as oito atividades pesquisadas. O destaque ficou para equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que dispararam 22,5%, seguidos por outros artigos de uso pessoal e doméstico (11,1%) e livros, jornais, revistas e papelaria (10,2%).
Na passagem de fevereiro para março, cinco das oito atividades do varejo registraram alta. Os principais avanços vieram de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (5,7%), combustíveis e lubrificantes (2,9%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,9%). Entre as quedas, os destaques negativos foram hiper e supermercados (-1,4%) e móveis e eletrodomésticos (-0,9%).
O chamado varejo ampliado — que inclui veículos, material de construção e atacado de alimentos, bebidas e fumo — também avançou, com alta de 0,3% no mês e crescimento de 6,5% na comparação anual. No acumulado de 2026, o segmento sobe 1,9%.
Entre os segmentos do varejo ampliado, veículos e motos, partes e peças cresceram 12,6% frente a março do ano passado, enquanto material de construção avançou 8,1% e o atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo subiu 8,7%.
Regionalmente, o comércio varejista teve desempenho positivo em 19 das 27 unidades da federação na comparação mensal. Os maiores avanços foram registrados no Maranhão (3,8%), Amazonas (3,7%) e Piauí (3,5%). Já as maiores quedas ocorreram na Bahia (-2,2%), Pernambuco (-2,0%) e São Paulo (-1,0%).
Na comparação com março do ano passado, o varejo avançou em 24 das 27 unidades da federação, com destaque para Pernambuco (14,2%), Distrito Federal (11,7%) e Rio Grande do Norte (9,4%). São Paulo foi um dos poucos estados a registrar queda no período, com recuo de 0,8%.
Fim da 'taxa das blusinhas'
O resultado foi divulgado um dia após o anúnio da Medida Provisória do fim da taxa das blusinhas, divulgada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que zera o imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50 em sites como Shein e AliExpress.
Além disso, a MP também diminui o imposto de importação de 60% para 30% em compras internacionais entre US$ 51 e US$ 3 mil feitas por meio de remessas postais.
As ações de varejistas de moda caem em bloco na bolsa brasileira. Em mais um dia de baixa para o Ibovespa, os papéis de C&A (CEAB3) e Lojas Renner (LREN3), ambas da carteira do índice recuavam. Por volta das 10h35 (horário de Brasília) desta quarta-feira, 13, os papéis CEAB3 estavam em leilão, após registrar queda de 1,46%, a R$ 10,81. LREN3 caía 1,46%. As ações da Riachuelo (RIAA3), que não fazem parte do índice, tinham queda mais acentuada, de 2,8%.
O BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da EXAME) identificou as três varejistas com maior exposição ao risco competitivo trazido pela revogação da "taxa das blusinhas". As três compartilham uma característica central: atendem prioritariamente consumidores de renda média e baixa, o segmento mais sensível a preço e mais atraído pelas plataformas asiáticas.
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: