Venezuela liberta o opositor Juan Pablo Guanipa após oito meses de prisão

Por Isabela Rovaroto 9 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Venezuela liberta o opositor Juan Pablo Guanipa após oito meses de prisão

O dirigente opositor venezuelano Juan Pablo Guanipa, um dos principais críticos do chavismo e aliado da líder opositora María Corina Machado, foi libertado neste domingo, após passar mais de oito meses preso. A informação foi confirmada por seu filho, Ramón Guanipa.

“Anuncio que meu pai, Juan Pablo Guanipa, foi libertado há poucos minutos. Após mais de oito meses de prisão injusta e mais de um ano e meio separados, toda a nossa família poderá se abraçar novamente em breve”, escreveu Ramón em sua conta na rede social X.

Em seguida, ele publicou um vídeo no qual o opositor confirma a soltura.

“Hoje estamos saindo em liberdade. Muito o que falar sobre o presente e o futuro da Venezuela. Sempre com a verdade à frente”, afirmou Guanipa na gravação.

María Corina Machado celebrou a libertação do ex-deputado do partido Primeiro Justiça, a quem chamou de “herói”.

“Meu querido Juan Pablo, contando os minutos para te abraçar! Você é um herói e a história reconhecerá isso para sempre. Liberdade para todos os presos políticos!”, publicou também no X.

A soltura ocorre no contexto de um processo de libertações anunciado há cerca de um mês pelo presidente do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, após a captura do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

Desde 8 de janeiro, ao menos 391 presos políticos foram libertados no país, segundo contagem divulgada pela principal coalizão opositora. Já a ONG Foro Penal contabiliza 383 libertações.

O governo afirma que o processo teve início em dezembro de 2025 e que, desde então, cerca de 895 pessoas foram soltas sob medidas cautelares, sem divulgar listas oficiais que permitam verificar os casos.

Guanipa estava na clandestinidade quando foi detido, em 23 de maio de 2025, durante uma operação policial que, segundo o governo, visava desmantelar um suposto plano para “boicotar” as eleições regionais e legislativas daquele mês e realizar “atos terroristas”. Na ação, mais de 70 pessoas foram presas, incluindo estrangeiros.

A última aparição pública de Guanipa havia ocorrido em 9 de janeiro de 2025, quando acompanhou María Corina Machado em um protesto em Caracas em defesa da reivindicação de vitória de Edmundo González Urrutia nas eleições presidenciais de 2024.

Na ocasião, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), controlado por aliados do chavismo, proclamou Maduro vencedor, resultado que a oposição majoritária denunciou como fraude.

(Com informações da EFE)

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