Venezuela volta ao FMI e Delcy acusa oposição de tentar barrar acordo
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que opositores tentaram impedir a retomada das relações do país com o Fundo Monetário Internacional (FMI), ao mesmo tempo em que celebrou a reaproximação como um passo relevante para a economia.
Segundo Rodríguez, grupos classificados por ela como “extremismo venezuelano” teriam atuado junto a governos europeus para barrar o avanço.
A declaração ocorre após o FMI e o Banco Mundial oficializarem a retomada das relações com Caracas, suspensas desde 2019 por questões de reconhecimento do governo.
Retomada com o FMI vira disputa política
Rodríguez não citou nomes, mas a fala coincide com a viagem internacional da opositora María Corina Machado, que se reuniu com líderes europeus nos últimos dias.
A presidente interina disse que, apesar das tentativas de bloqueio, “prevaleceu o bem” com a retomada das relações com o FMI — movimento que classificou como essencial para a recuperação econômica do país.
O Fundo confirmou a decisão com base no apoio da maioria dos países-membros, o que representa um reconhecimento do governo de Rodríguez e abre caminho para novos programas e acesso a recursos internacionais.
Mudança de rumo após anos de isolamento
A Venezuela mantém vínculo com o FMI desde 1946, mas as relações estavam paralisadas havia sete anos. A reaproximação ocorre em meio a uma mudança política no país após a saída de Nicolás Maduro do poder no início de 2026.
Além do FMI, o Banco Mundial também anunciou a retomada dos laços com Caracas, sinalizando uma reintegração gradual do país ao sistema financeiro internacional.
Rodríguez ainda agradeceu a países como Estados Unidos, Brasil, Emirados Árabes Unidos e Catar pelo apoio no processo.
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