Veterano de novelas globais morreu após meses de luta silenciosa no hospital
Discreto fora das telas, o ator Nildo Parente viveu uma longa batalha de saúde longe dos holofotes antes de morrer, em 2011, no Rio de Janeiro. Conhecido por personagens marcantes em novelas da Globo, o artista ficou internado por semanas após sofrer um AVC (acidente vascular cerebral) e não resistiu às complicações do quadro.
Trajetória na TV e no cinema
Com mais de 40 anos de carreira, Nildo participou de dezenas de produções de sucesso na televisão brasileira e se tornou um rosto frequente em novelas clássicas da emissora. Entre os trabalhos mais lembrados estão “Pai Herói”, “Guerra dos Sexos”, “Celebridade”, “Senhora do Destino” e “Paraíso Tropical”, trama em que interpretou o porteiro Pacífico.
O ator estava internado no Hospital Silvestre, no Centro do Rio, havia cerca de um a dois meses, segundo reportagens da época. A morte aconteceu na noite de 31 de janeiro de 2011.
Natural de Fortaleza, no Ceará, Nildo também construiu uma trajetória importante no cinema nacional. Ele atuou em filmes como “Memórias do Cárcere”, “O Beijo da Mulher-Aranha”, “Gabriela, Cravo e Canela” e “Chico Xavier”, lançado pouco antes de sua morte.
Morte do ator abalou bastidores da televisão
Nos bastidores da TV, colegas costumavam destacar o perfil reservado do ator e o comprometimento com os personagens. Mesmo debilitado, ele ainda chegou a ser escalado para uma participação em “Insensato Coração”, de Gilberto Braga, mas o agravamento do estado de saúde impediu o retorno às gravações.
A despedida do artista comoveu atores, diretores e fãs de novelas, especialmente pela trajetória sólida construída ao longo de décadas na televisão brasileira. “O Nildo era uma pessoa muito apaixonada por cinema. Nós fizemos juntos uma peça, ‘A Volta ao Lar’, e depois eu fui esposa dele no seriado Mulher. Ele era uma pessoa muito jovem, muito querida, um grande amigo. Sinto muito”, escreveu Vera Holtz.
“Fizemos uma peça juntos, em 1998, chamada ‘A Profissão da Senhora Warren’, de George Bernard Shaw. Éramos eu, o Oswaldo Loureiro e o Nildo. Conheço ele há muito tempo. Era uma pessoa maravilhosa, um ator sutil, que tinha um tom muito intimista, uma verdade como ator que eu achava muito bonita. Ele sempre foi um grande amigo e companheiro de trabalho. Gostava muito de conversar e de contar história. Sempre foi muito prazeroso trabalhar e estar ao lado do Nildo”, falou Ângelo Paes Leme.
“Eu dirigi o Nildo em uma peça produzida pelo Sérgio Britto, do Oduvaldo Vianna Filho, no Teatro dos Quatro. E a gente teve até uma espécie de atrito porque ele queria fazer uma coisa e eu cometi o exagero de dizer: ‘ou faz como eu quero ou sai do elenco’. Depois nós nos entendemos. Foi a única vez que trabalhamos juntos. No filme sobre o Chico Xavier eu não contracenei com ele. Eu nunca cheguei a ter intimidade com o Nildo, mas sinto muito a morte dele”, se emocionou Nelson Xavier.
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