Volume de serviços recua 1,2% em março e interrompe estabilidade de fevereiro
O volume de serviços no Brasil caiu 1,2% em março de 2026 na comparação com fevereiro, na série com ajuste sazonal, após estabilidade no mês anterior, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços do Institudo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta sexta-feira, 15.
Na comparação com março de 2025, houve alta de 3,0%, marcando o 24º resultado positivo consecutivo.
No acumulado do primeiro trimestre, o setor avançou 2,3%, enquanto em 12 meses cresceu 2,8%, repetindo o ritmo do mês anterior, mas com perda de intensidade em relação aos meses mais fortes de 2025.
O nível de atividade segue 18,2% acima do pré-pandemia e 1,7% abaixo do pico histórico, registrado em outubro de 2025.
Queda atinge todas as atividades e indica desaceleração
A retração de março foi disseminada entre as cinco grandes atividades de serviços. O destaque negativo veio de transportes, com queda de 1,7%, que devolveu parte do avanço acumulado no início do ano.
Também registraram recuos os serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,1%), informação e comunicação (-0,9%), outros serviços (-2,0%) e serviços prestados às famílias (-1,5%). O movimento reforça desaceleração generalizada na margem.
O índice de atividades turísticas recuou 4,0% em março, marcando o segundo resultado negativo consecutivo. O segmento está 6,5% acima do nível pré-pandemia e 6,3% abaixo do pico da série.
No transporte, o volume de passageiros caiu 3,4% na margem, enquanto o transporte de cargas recuou 1,0%. O comportamento reforça perda de dinamismo em segmentos sensíveis ao ciclo econômico.
São Paulo lidera impacto negativo entre os estados
Na comparação mensal, 13 das 27 unidades da federação registraram queda no volume de serviços. São Paulo teve o maior impacto negativo (-2,1%), seguido por Mato Grosso (-5,2%) e Mato Grosso do Sul (-6,0%).
Entre as altas, o destaque foi o Distrito Federal (10,3%), seguido por Rio de Janeiro (1,8%) e Santa Catarina (2,7%).
Na comparação com março de 2025, o volume de serviços cresceu 3,0%, com alta em quatro das cinco atividades. O principal impacto positivo veio de informação e comunicação (7,9%), seguido por transportes (2,0%), serviços profissionais (1,1%) e outros serviços (2,7%).
No acumulado do ano, o avanço de 2,3% foi acompanhado por crescimento em 48,2% dos 166 tipos de serviços pesquisados.
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