Wagner Moura vira capa da TIME como um dos 100 ícones mais influentes do mundo
Wagner Moura pode até não ter levado o Oscar para o Brasil, mas ganhou o mundo todo. E não é só a Casual EXAME que diz: o ator estampou a capa da revista TIME 100 nesta quarta-feira, 15, que destaca as 100 personalidades que mais influentes do mundo em 2026. Ele aparece na categoria de "icons", ao lado dos atores Kate Hudson, Alan Cumming, Sterling K. Brown, da campeã olímpica Alysa Liu e da cantora Hillary Duff.
O tributo na publicação foi escrito pelo ator Jeremy Strong, estrela de Succession, que descreveu Moura como um artista capaz de realizar "atuações transcendentes" e uma voz necessária na luta pela democracia e liberdade.
"Moura, que viveu sob o governo de direita de Jair Bolsonaro de 2019 a 2023, é alguém que entende que democracia e liberdade são conquistas pelas quais precisamos lutar todos os dias (uma ideia que nosso país, muitas vezes adormecido, está rapidamente despertando)", escreveu Strong. "Moura não tem medo de usar o poder humanizador e mobilizador da arte como arma. Ele é uma força política e humanitária, uma dupla da qual precisamos desesperadamente de mais artistas."
'Brazil core' com o rosto de Wagner Moura
O reconhecimento da TIME vem na esteira de um ano excepcional para o ator baiano. Ao longo de 2025 e começo de 2026, Moura recebeu pelo menos 18 prêmios pelos trabalhos em O Agente Secreto, incluido o feito histórico de ser o único brasileiro já indicado ao Oscar de Melhor Ator.
Neste ano, ele está imerso em outros trabalhos nacionais e internacionais. Dublou um personagem na franquia animada de Star Wars, e tem em vista fimes como "Flesh of the Gods" ao lado da atriz Kristen Stewart; 11817, com Greta Lee; The Last Day, com Alicia Vikander e Victoria Pedretti; e Last Night at the Lobster, no qual participa como diretor e protagonista ao lado de Elizabeth Moss e grande elenco.
Além do talento dramático, a TIME dedicou espaço para exaltar o estilo de vida discreto e quase anacrônico de Wagner Moura como um resgate da "velha Hollywood". A crítica de filmes Stephanie Zacharek, que assinou parte dos textos, disse que o ator é um "antídoto analógico" para a era digital. Moura não possui redes sociais, ouve música em discos de vinil, dirige um Fusca de 1959 e faz uma escolha bastante seletiva dos papéis e publicidades nos quais atua.
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: