Warner registra prejuízo de US$ 2,9 bi após acordo com a Paramount e custos de reestruturação

Por Mateus Omena 7 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Warner registra prejuízo de US$ 2,9 bi após acordo com a Paramount e custos de reestruturação

A Warner Bros. Discovery divulgou, nesta quarta-feira, 6, um resultado financeiro com prejuízo líquido elevado no primeiro trimestre, acompanhado de explicações relacionadas a eventos extraordinários. A companhia reportou prejuízo líquido de US$ 2,9 bilhões, frente a US$ 453 milhões no mesmo período do ano anterior.

O resultado incorpora US$ 1,3 bilhão em ajustes classificados como “amortização pré-impostos de ativos intangíveis relacionados a aquisições, ajuste do valor justo de conteúdo e despesas de reestruturação”.

O balanço também inclui uma taxa de rescisão de US$ 2,8 bilhões vinculada a um acordo não concluído com a Netflix, após a tentativa da companhia de streaming de comprar a Warner, segundo a CNBC.

Efeitos da briga entre Netflix e Paramount

A desistência da Netflix ocorreu após uma proposta superior apresentada pela Paramount Skydance, que mais tarde concordou em assumir o pagamento da multa como parte da negociação para aquisição integral da Warner, embora o valor permaneça contabilizado até a finalização do processo. O acordo de aquisição foi aprovado pelos acionistas em abril e segue em análise regulatória, com previsão de conclusão no terceiro trimestre.

Segundo a empresa, a obrigação pode ser reatribuída à Warner em cenários específicos, como a rescisão do contrato com a Paramount diante de uma oferta mais elevada. Nesta segunda-feira, 4, a Paramount informou em seu relatório financeiro que houve “progresso significativo” para a conclusão da operação.

No desempenho operacional, a receita da Warner recuou 1% na comparação anual, somando US$ 8,89 bilhões. O EBITDA, indicador de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, alcançou US$ 2,2 bilhões, com alta de 5%. A dívida bruta da companhia encerrou o trimestre em US$ 33,4 bilhões.

O segmento de streaming manteve crescimento. A receita da divisão avançou 9%, atingindo US$ 2,89 bilhões, impulsionada pela expansão internacional do HBO Max, principal plataforma digital da companhia. A receita publicitária aumentou 20%, refletindo a ampliação da base de usuários no plano com anúncios.

Em comunicado aos acionistas, a empresa informou que superou a marca de 140 milhões de assinantes globais no trimestre e mantém a projeção de ultrapassar 150 milhões até o fim do ano.

TV e estúdios apresentam desempenhos distintos

O portfólio de canais de TV por assinatura, que inclui CNN, TBS e Discovery Channel, registrou queda de desempenho. A receita da divisão somou US$ 4,38 bilhões, redução de 8% em relação ao ano anterior. A empresa indicou retração de 11% na receita publicitária, associada principalmente à ausência dos direitos de transmissão da NBA.

Já a divisão de estúdios cinematográficos apresentou crescimento. A receita atingiu US$ 3,13 bilhões, avanço de 35% na comparação anual.

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