Warren projeta passagens aéreas 36% mais caras com alta do querosene
A Warren Investimentos avalia que o reajuste de 55% no preço do querosene de aviação (QAV) agora em abril deve encarecer as passagens aéreas ao longo do ano. Isso tende a aumentar a pressão sobre a inflação brasileira.
Em análise, a gestora aponta que os reajustes acumulados entre março e abril já passem de 60%, o que faz o combustível aumentar sua participação nos custos das companhias aéreas, de cerca de 30% para 45%. A Petrobras anunciou um escalonamento nos pagamentos para amortecer o impacto, mas a Warren avalia que o repasse ocorrerá de qualquer forma, ainda que gradual.
A projeção da casa é de alta de 36% no preço das passagens ao longo de 2025. O número preocupa porque o setor tende a demorar para sentir — e repassar — choques no petróleo, o que significa que boa parte dessa pressão ainda está por vir.
"Passagens aéreas estão classificadas no grupo de alta sensibilidade, com histórico de resposta relevante e defasada a choques de petróleo", diz a análise da Warren. "Assim, a pressão recente sobre o QAV reforça o risco de aceleração desse componente ao longo dos próximos meses."
O cenário se soma a um quadro mais amplo de inflação elevada. O "IPCA de guerra" calculado pela Warren, que mede itens mais expostos a tensões geopolíticas, já se aproxima de 5% — indicando que os efeitos da instabilidade global sobre o bolso do brasileiro ainda não devem arrefecer tão cedo.
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